Zema: doação de R$ 1 mi do pai de Vorcaro ao Novo foi por "acreditar no projeto"

Foto: Elizabete Guimarães/ALMG
Ex-governador nega favorecimento e diz que doação ao partido Novo foi por "acreditar no projeto" político da legenda
O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) declarou que não houve qualquer favorecimento ou vantagem relacionada à doação de R$ 1 milhão feita pelo pai do empresário Daniel Vorcaro ao partido Novo durante as eleições de 2022, ano em que Zema foi reeleito governador de Minas Gerais. Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (27), o ex-governador reforçou que o valor não foi direcionado especificamente a ele e que sua utilização seguiu integralmente a legislação eleitoral. Zema foi além e desafiou que sejam investigadas eventuais vantagens concedidas à família Vorcaro durante o período eleitoral ou ao longo de sua gestão à frente do governo mineiro.
Para ele, o montante foi destinado ao partido por pessoas que acreditavam no projeto político da legenda. "Essa doação, como inúmeras outras, foi feita para um partido novo de Minas Gerais, por pessoas que acreditam em um projeto diferente, que já fez toda a mudança no estado, que só tem parlamentares ficha limpa e que nunca recebeu nenhuma doação em troca de fazer qualquer favorecimento ou ter qualquer vantagem", afirmou Zema.
Ainda de acordo com o candidato, ele só tomou conhecimento da doação após iniciar críticas a contratos milionários que envolvem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas ligadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os contratos citados por Zema está um acordo de R$ 129 milhões firmado entre o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e o Banco Master para prestação de serviços de consultoria jurídica e regulatória. O ex-governador também mencionou outro contrato, no valor de R$ 35 milhões, que supostamente envolve o ministro Kassio Nunes Marques.
A posição de Zema acompanha a linha de críticas adotada pelo senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), que igualmente questionou contratos envolvendo familiares de integrantes da Corte. O tema segue gerando repercussão no cenário político nacional, especialmente no contexto das disputas eleitorais que se aproximam.