TST detona reality e web cita Viih Tube

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Publicação do TST sobre assédio moral no trabalho viralizou e foi associada ao reality "As Patroas", de Viih Tube e Eliezer
Em meio à polêmica gerada pelo reality show criado por Viih Tube e Eliezer com seus funcionários, uma publicação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) nas redes sociais chamou a atenção dos internautas e foi rapidamente associada ao caso pelo público. Sem citar nomes, o perfil oficial do órgão divulgou um alerta sobre assédio moral nas relações de trabalho. A repercussão nos comentários foi imediata, com muitos usuários relacionando o posicionamento ao reality "As Patroas", protagonizado pelo casal de influenciadores, e aproveitando para criticá-los.
O reality "As Patroas" coloca 11 funcionários da família em uma disputa por prêmios em dinheiro e outros benefícios. O programa estreou e logo gerou controvérsia nas redes sociais, levando Viih Tube a retirar o conteúdo do ar após as críticas. Funcionários do casal chegaram a se manifestar publicamente em defesa dos influenciadores. Na publicação que viralizou, o TST escreveu: "Expor trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral. A Constituição Federal protege a dignidade da pessoa humana, e a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas. Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever".
Nos comentários da publicação do TST, internautas foram diretos ao associar o alerta ao caso. "A intenção de transformar os trabalhadores em entretenimento é simples para gerar audiência de muitos. Essa última semana vimos isto de forma bem clara!", escreveu um perfil. Outro comentou: "Se ela quisesse realmente oferecer o melhor, presentear os funcionários, ela faria sem criar esse circo. Condições pra isso eles têm! Mas ninguém tá pronto pra essa conversa". Houve também críticas mais contundentes ao uso de funcionários como conteúdo para redes sociais. "Transformar trabalhadores em entretenimento para gerar audiência e lucro é uma das formas mais perversas de desumanização. Quando a exposição e a humilhação viram conteúdo, alguém está fazendo dinheiro às custas da dignidade de quem trabalha. Respeito não é opcional. Trabalhador não é atração de reality show", escreveu um internauta.
Outro usuário foi além e defendeu a criação de regras mais rígidas para esse tipo de exposição. "Tá faltando lei ou norma que proíba de usarem os funcionários para gerar conteúdo, já vimos das humilhações mais básicas até vendedor levando tijolada e o pessoal normalizou isso", publicou. A manifestação do TST ocorre em um momento em que o debate sobre os limites entre conteúdo digital e relações de trabalho ganha força. Enquanto parte do público enxerga o reality como uma forma de entretenimento, outros questionam a exposição dos colaboradores e os limites éticos envolvidos.