TSE aponta 158 milhões de eleitores em 2026

Foto: TSE/Reprodução
O TSE divulgou que o eleitorado brasileiro cresceu 1,46% em relação a 2022, com destaque para o Norte e o exterior
O Brasil registra 158.745.463 eleitores aptos a votar no primeiro turno das eleições gerais de 2026, marcado para 4 de outubro. O número representa um crescimento de 1,46%, equivalente a 2.291.452 novos eleitores em relação ao pleito de 2022, conforme dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (20/7). Nas eleições de 2026, estarão em disputa os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. Os números do TSE revelam ainda mudanças significativas na composição regional, etária e de diversidade do eleitorado brasileiro.
O eleitorado do Norte foi o que mais cresceu proporcionalmente no período, passando de 12.560.410 para 13.109.354 pessoas — acréscimo de 548.944 eleitores (4,37%). Com isso, a região passou a concentrar 8,26% do eleitorado nacional. O Centro-Oeste também cresceu acima da média nacional, indo de 11.539.323 para 11.997.001 eleitores, com aumento de 457.678 pessoas (3,97%), chegando a 7,56% do total do país.
O Nordeste atingiu 43.529.845 eleitores, crescimento de 1.138.869 pessoas em relação a 2022 (42.390.976), alta proporcional de 2,69%, mantendo a região com 27,42% do eleitorado nacional. No Sul, o número passou de 22.558.759 para 22.861.012 pessoas, aumento de 302.253 eleitores (1,34%), representando 14,40% do total nacional em 2026. O Sudeste, apesar de continuar concentrando a maior parcela de eleitores do país, registrou leve queda: passou de 66.707.465 para 66.329.375 pessoas aptas a votar, redução de 378.090 eleitores (0,56%). A participação da região no eleitorado nacional recuou de 42,64% para 41,78%.
Outro ponto de destaque nos dados do TSE foi o crescimento do eleitorado no exterior: são 918.876 eleitores fora do país, aumento de 221.798 pessoas (31,82%) em relação a 2022, quando eram 697.078. Proporcionalmente, os estados com maiores crescimentos são Roraima (9,63%), Tocantins (8,07%) e Mato Grosso (6,84%). São Paulo segue como o maior colégio eleitoral do país, com 34.104.226 eleitores, equivalente a 21,48% do total nacional. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 16.377.659 pessoas aptas a votar (10,32%); Rio de Janeiro, com 12.857.000 (8,10%); Bahia, com 11.321.005 (7,13%); e Paraná, com 8.609.026 (5,42%). Juntos, os cinco maiores colégios eleitorais reúnem 83.268.916 eleitores, o equivalente a 52,45% do eleitorado brasileiro. O Rio de Janeiro registrou crescimento mais moderado no período, com 29.704 novos eleitores, alta de apenas 0,23%.
As estatísticas do TSE indicam que as eleições de 2026 terão o cadastro eleitoral mais diverso da série analisada. Como a autodeclaração de raça e cor passou a compor a base comparável apenas após as eleições gerais de 2022, a comparação possível é com as eleições municipais de 2024. Vale observar que o município de Fernando de Noronha (PE) e o Distrito Federal não compõem o eleitorado das eleições municipais, o que reduz o quantitativo de eleitores em 2024. Nesse intervalo, o número de pessoas sem informação de raça ou cor caiu de 140.038.765 (89,82%) para 126.004.656 (79,38%), redução de 14.034.109 registros.
Com o maior preenchimento da autodeclaração, todas as categorias cresceram: - Pessoas pardas: quase dobrou, passando de 8.503.206 em 2024 para 16.945.954 em 2026. - Pessoas pretas: também quase dobrou, de 1.808.529 para 3.586.952 pessoas. - Pessoas amarelas: o total mais que dobrou, de 114.389 para 229.540 eleitores. - Pessoas indígenas: passou de 155.661 para 287.157, alta de 84,47%. - Pessoas brancas: passaram de 5.292.130 para 11.691.204, mais que o dobro do total de 2024. Os dados do TSE também apontam para a manutenção do eleitorado majoritariamente feminino. Em 2026, as mulheres somam 83.877.126 eleitoras, equivalente a 52,84% do total nacional. Em 2022, eram 82.373.164 (52,65%). No mesmo período, o eleitorado masculino passou de 74.044.065 para 74.845.001, crescimento de 800.936 eleitores (1,08%).
A análise por faixa etária aponta um eleitorado mais concentrado nas idades adultas e com crescimento do peso das faixas mais velhas. Em 2026, o maior grupo é o de 40 a 44 anos, com 15.994.391 pessoas, ou 10,08% do eleitorado nacional. Em seguida aparecem as faixas de 45 a 49 anos, com 15.271.754 eleitores; 35 a 39 anos, com 15.262.815; 30 a 34 anos, com 15.178.204; e de 25 a 29 anos, com 14.990.259. As pessoas com 60 anos ou mais passaram de 32.891.438 em 2022 para 37.457.537 em 2026, crescimento de 4.566.099 eleitores.
A participação desse grupo no eleitorado nacional subiu de 21,02% para 23,60%. Já a faixa de 21 a 34 anos caiu de 43.819.788 para 41.037.601 pessoas, passando de 28,01% para 25,85% do total, indicando uma composição etária mais envelhecida do eleitorado no período recente. Entre os eleitores mais jovens, com 18 anos ou menos, o cadastro das eleições de 2026 reúne 3.571.159 pessoas, equivalente a 2,25% do eleitorado nacional. O número ficou praticamente estável em relação às eleições gerais de 2022, quando eram 4.177.627 jovens nessa faixa, queda de 606.468 registros (14,52%). Regionalmente, o Nordeste concentra o maior contingente de jovens de até 18 anos, com 1.315.104 eleitores nessa faixa, representando 3,02% do eleitorado da região. Em seguida aparecem o Sudeste, com 1.074.280 jovens; o Norte, com 478.070; o Sul, com 410.993; e o Centro-Oeste, com 283.436. Os dados divulgados pelo TSE confirmam um eleitorado em expansão, mais diverso em termos de raça e cor, predominantemente feminino e com tendência de envelhecimento, características que devem moldar o cenário das eleições gerais de 2026.