Trump diz ter deixado ordem para atacar o Irã caso seja assassinado

Donald Trump, presidente dos EUA — Foto: Evan Vucci
Trump afirmou que deixou ordens para que os EUA bombardeiem o Irã "em níveis nunca vistos" caso ele seja assassinado pelo país persa
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou nesta sexta-feira (10) que deixou "instruções" ao país para o caso de o Irã conseguir matá-lo.
Durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada nesta semana, o líder norte-americano declarou que se considera o "número um da lista de alvos" do país persa. O republicano foi direto ao revelar o que deve acontecer caso algo lhe ocorra: Washington deve bombardear o Irã com uma força sem precedentes.
A declaração foi feita em entrevista ao jornal estadunidense New York Post.
"Estou na lista deles [Irã] há muito tempo. É com isso que estamos lidando. A questão é que deixei instruções: se algo acontecer, é para bombardeá-los, literalmente, em níveis que eles nunca viram antes", disse Donald Trump.
O presidente dos Estados Unidos reiterou que o Irã o quer morto há anos.
"Sou o número um [na lista de alvos do Irã] há muito tempo, e é assim que a vida é, sabe?".
A mesma declaração havia sido feita na cúpula da Otan, na última quarta-feira (8), ocasião em que Trump chegou a ironizar, afirmando que preferiria "ser o número um no TikTok".
EUA aceitam negociar mesmo após fim de cessar-fogo
Ainda nesta sexta-feira (10), Trump divulgou nas redes sociais que Washington concordou em retomar negociações com Teerã, mesmo após o encerramento de um acordo de cessar-fogo entre os países.
"A República Islâmica do Irã nos pediu para continuar as 'negociações'. Concordamos com isso, mas os Estados Unidos deixaram absolutamente claro para eles que o cessar-fogo ACABOU!", escreveu o republicano.
O posicionamento ocorre após três navios-tanque comerciais do Catar e da Arábia Saudita serem alvo de ataques nesta semana.
Em resposta, os Estados Unidos bombardearam alvos iranianos, e o Irã retaliou na quinta-feira (9) com ataques contra instalações militares norte-americanas em países vizinhos do Golfo, como Bahrein e Kuwait.
Negociadores do Catar se reuniram nesta sexta-feira (10) no Irã para tentar reduzir as tensões após a troca de ataques entre os EUA e o país persa.
As tratativas também devem abordar a navegação pelo Estreito de Ormuz, que registrou um tráfego de navios-tanque mais lento nesta data, após as ofensivas entre os países.
A reunião no Irã tem como objetivo discutir a implementação do memorando de entendimento firmado em junho, além das questões que desencadearam a recente escalada entre EUA e Irã, incluindo as disputas sobre a navegação no Estreito de Ormuz.