Mulher encontrada morta no bairro Camargos é sepultada em BH

mulher morta camargos
Corpo de Stifanie Ribeiro, encontrado em decomposição no bairro Camargos, será sepultado no Cemitério Bosque da Esperança
O corpo de Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 35 anos, será velado e sepultado nesta quinta-feira (23/7), a partir das 9h, no Cemitério Bosque da Esperança, no bairro Jaqueline, na região Norte de Belo Horizonte. As cerimônias de despedida ocorrem dois dias após a mulher ter sido encontrada morta em seu apartamento no bairro Camargos, na região Oeste da capital. O principal suspeito pelo crime é o então namorado de Stifanie, flagrado pelo circuito interno de segurança do condomínio no momento em que deixava o local onde o corpo dela foi encontrado. A mensagem de despedida publicada por familiares e amigos destaca: "sua vida foi exemplo de amor, bondade e alegria. Deixará saudades eternas em todos que tiveram o privilégio de conhecê-la".
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o corpo de Stifanie permaneceu no imóvel por cerca de quatro dias antes de ser encontrado, na última segunda-feira (20 de julho). Por conta do avançado estado de decomposição, a perícia da Polícia Civil (PCMG) não conseguiu identificar, de imediato, a causa da morte nem determinar se a vítima sofreu algum tipo de violência. Os militares foram acionados depois que vizinhos estranharam o desaparecimento da moradora e perceberam um forte odor vindo do apartamento. Ao chegarem ao local, os policiais acionaram a perícia da PCMG. "O corpo estava em estado de decomposição, em putrefação, e havia aproximadamente quatro dias no apartamento", informou a corporação.
Após ser preso e prestar depoimento por mais de três horas na delegacia, o suspeito teria confessado o assassinato, afirmando que Stifanie foi morta por estrangulamento. Antes da confissão, ele teria inventado uma versão de autoextermínio para tentar desviar as investigações. O caso de Stifanie reacende o debate sobre feminicídio e os padrões de violência doméstica. Especialistas apontam que o perfil dos suspeitos nesse tipo de crime costuma envolver comportamentos de posse e controle sobre as vítimas, características que marcam o chamado ciclo de violência.