Justiça decreta prisão do suspeito de matar mulher no bairro Camargos

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Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de estrangular Stifanie Ribeiro após discussão em apartamento no bairro Camargos
O corpo de Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 36 anos, vítima de feminicídio, foi sepultado na manhã desta quinta-feira (23) no Cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte. No mesmo dia, a Justiça decretou a prisão preventiva de André Junio Silva de Carvalho, de 24 anos, suspeito de estrangular a namorada no apartamento onde ela morava, no bairro Camargos, na Região Oeste da capital mineira. O crime teria ocorrido na noite do dia 16 de julho, mas o corpo de Stifanie Ribeiro só foi encontrado na tarde de segunda-feira (20), quatro dias depois, quando moradores do condomínio estranharam o desaparecimento da mulher e conseguiram abrir uma janela do apartamento pelo lado de fora.
Ao avistar a vítima, os vizinhos acionaram a Polícia Militar. De acordo com o boletim de ocorrência, o corpo estava enrolado em vários cobertores, em avançado estado de decomposição, e o imóvel estava revirado. Segundo o registro policial, Stifanie Ribeiro e o suspeito se conheceram pela internet e mantinham um relacionamento havia aproximadamente três semanas. O delegado Thiago Megale Giovane explicou as circunstâncias do crime: "Ele precisava procurar emprego em Belo Horizonte. Ela convidou esse rapaz para ficar com ela nesse apartamento até que ele arrumasse um emprego e uma moradia aqui. Na quinta-feira (16) à noite, eles tiveram uma discussão e, durante essa discussão, ela exigiu que ele saísse do apartamento.
Foi nesse momento que ele a esganou, apertou muito forte o pescoço dela, causando o óbito". No dia em que o corpo de Stifanie Ribeiro foi descoberto, o suspeito foi visto saindo do condomínio carregando duas malas grandes e uma mochila. Na terça-feira (21), André Junio Silva de Carvalho confessou o crime em depoimento à Polícia Civil e foi preso em flagrante. Na decisão que decretou a prisão preventiva, o juiz Diego Gómez Lourenço destacou que a manutenção da prisão é necessária considerando a "extrema gravidade" dos fatos, a "violência empregada" e o "elevado grau de frieza e periculosidade" do suspeito.
O magistrado também levou em conta o comportamento do suspeito após o crime. Segundo o juiz, André permaneceu quatro dias no apartamento convivendo com o corpo de Stifanie Ribeiro e ainda utilizou o celular da vítima para se passar por ela em conversas com uma amiga. "Ainda, utilizou o aparelho celular da vítima para se passar por ela em conversa com uma amiga, com o intuito de não causar desconfiança em pessoas próximas e ocultar o crime, somente deixando o imóvel quatro dias após o crime, quando encontrou outro local para morar. Tais circunstâncias demonstram extrema frieza e absoluto desprezo pela vida e pela dignidade da vítima", pontuou o magistrado. O caso segue em investigação pela Polícia Civil de Minas Gerais. O sepultamento de Stifanie Ribeiro reuniu familiares e amigos no Cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte, na manhã desta quinta-feira.