Megaoperação em MG e mais estados resulta em 145 presos ligados ao PCC

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Megaoperação interestadual mira lideranças do PCC em seis estados e resulta em mais de 145 presos e apreensão de armas e drogas.
Uma megaoperação interestadual deflagrada na quarta-feira (1º) cumpriu 320 mandados judiciais contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) em seis estados brasileiros. Batizada de "Coluna Sul", a ação teve como objetivo frear o avanço da facção nos estados do Sul e Centro-Oeste, regiões consideradas estratégicas pelo grupo criminoso. Os mandados foram cumpridos em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
Coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Santa Catarina, a operação mirou lideranças do PCC que, mesmo encarceradas, continuavam a coordenar as atividades da facção. "Muitos dos alvos já encontravam-se presos, em muitos casos por delitos diversos. Foi identificado o uso de aparelhos telefônicos dentro do sistema prisional", afirmou o promotor Edisson de Melo Menezes. Durante as ações nos diferentes estados, foram apreendidas armas, drogas, celulares e documentos.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), 145 pessoas haviam sido presas e 169 mandados cumpridos até o início da tarde. Confira o balanço por estado:
- Santa Catarina: 110 prisões por mandado e 1 em flagrante, totalizando 111 detenções — sendo 71 dentro do sistema prisional e 39 fora dele;
- Rio Grande do Sul: 4 prisões por mandado;
- Paraná: 9 prisões por mandado e 1 óbito, totalizando 10 ocorrências;
- São Paulo: 13 prisões por mandado e 4 em flagrante, totalizando 17 detenções;
- Minas Gerais: 1 prisão por mandado e 1 em flagrante, totalizando 2 detenções;
- Mato Grosso do Sul: 2 prisões por mandado.]
A "Coluna Sul" é um desdobramento direto das investigações iniciadas em 2021 pela Operação Maserati. À época, o Gaeco havia identificado que o PCC buscava ampliar sua atuação na região de fronteira de Santa Catarina, especialmente entre as cidades de São Miguel do Oeste, Chapecó e Dionísio Cerqueira. A facção também mirava a região de Joinville, devido à proximidade com os portos de Santa Catarina e do Paraná.
De acordo com o MPSC, os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo. Além das prisões em Santa Catarina, integrantes do PCC foram detidos dentro de presídios em São Paulo, tanto na capital quanto no interior do estado. No Paraná, a operação resultou em confronto armado, e um homem com mandado de prisão em aberto morreu durante a troca de tiros com as forças de segurança.