PM de SP acha fuzil em fábrica de drogas do crime organizado em Paraisópolis

Divulgação/Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP)
PM de SP descobre três imóveis usados como indústria do tráfico em Paraisópolis e apreende fuzil russo AK-47 municiado
A Polícia Militar de São Paulo descobriu, nesta terça-feira (7), um prédio utilizado como uma verdadeira indústria do crime organizado na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul da capital paulista.
Entre os materiais apreendidos no local, estava um fuzil russo AK-47, encontrado escondido no forro de gesso de um banheiro.
Segundo a PM, a edificação localizada na rua Doutor Jerônimo de Campos Freire era usada para armazenamento, beneficiamento e preparo de drogas.
Os policiais identificaram três imóveis distintos, cada um empregado em uma etapa diferente da cadeia do tráfico de entorpecentes.
No primeiro imóvel, foi localizada uma refinaria de cocaína, com grande quantidade da droga já misturada e pronta para as etapas finais de preparo, além de diversos apetrechos utilizados no processamento.
No segundo, foram apreendidos tabletes de pasta base de cocaína e materiais destinados à embalagem da droga.
Já no terceiro imóvel, os agentes encontraram o AK-47 escondido no forro do banheiro, equipado com carregador do tipo caracol completamente municiado, além de outros carregadores também abastecidos com munições.
A PM afirma que a disposição dos materiais e a forma como os imóveis estavam organizados evidenciam que a edificação funcionava como uma indústria do crime, concentrando diferentes etapas da produção e distribuição de drogas em Paraisópolis.
Também foram encontrados elementos que indicam que o local era utilizado para a experimentação de entorpecentes, possivelmente como uma espécie de vitrine para posterior distribuição.
O local foi preservado para os trabalhos da perícia, e a ocorrência foi registrada no 89° DP (Morumbi).
Nenhum suspeito foi localizado durante a operação.
A descoberta reforça a preocupação das autoridades com a estrutura sofisticada do tráfico de drogas em Paraisópolis, uma das maiores comunidades de São Paulo, onde o crime organizado mantém operações complexas e bem estruturadas.