MPMG diz que diarista desferiu 43 facadas no idoso e matou esposa para roubo

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Paola Stefany dopou o casal com clonazepam, desferiu 43 facadas no idoso e matou a esposa para garantir o roubo, diz o MPMG
A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra a diarista Paola Stefany Neto Cirino detalha como o idoso Cláudio Atala Inácio teve o coração transfixado por uma facada durante o latrocínio cometido contra ele e sua esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio. O crime ocorreu em um apartamento no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. De acordo com o órgão, o casal foi assassinado para que a acusada pudesse roubar dinheiro, joias, relógios, cartões bancários e outros bens das vítimas.
Segundo a denúncia, Paola Stefany trabalhava como diarista e havia sido indicada para prestar serviços na residência do casal. O MPMG afirma que, ciente da condição financeira das vítimas, ela planejou o crime e levou comprimidos de clonazepam para dopá-las. O medicamento teria sido colocado em um suco preparado pela própria Maria Clotilde, deixando os dois sonolentos e incapazes de reagir. Enquanto recolhia objetos de valor do apartamento, Paola Stefany foi surpreendida por Cláudio, que despertou e a questionou. Nesse momento, segundo o MP, ela pegou uma faca da cozinha e atacou o idoso, desferindo 43 golpes na face, no peito e no abdômen. A denúncia aponta que uma das facadas transfixou o coração da vítima e que Cláudio ainda tentou se defender com as mãos, sofrendo lesões típicas de defesa antes de morrer em decorrência de politraumatismo perfurocortante.
Na sequência, ainda conforme o Ministério Público, a acusada decidiu eliminar também Maria Clotilde para garantir a consumação do roubo e evitar testemunhas. A denúncia relata que ela tentou asfixiar a idosa com uma almofada embebida em thinner e, diante da resistência da vítima, desferiu ao menos 15 facadas na face, no pescoço, no tórax e na mão direita. A causa da morte foi igualmente apontada como politraumatismo perfurocortante. Após os assassinatos, o MP afirma que Paola Stefany recolheu mais de R$ 19 mil em dinheiro, joias, relógios de luxo, celulares, perfumes, roupas, cartões bancários e outros objetos pertencentes ao casal. Em seguida, segundo a denúncia, ela limpou a faca utilizada nos crimes, tentou eliminar vestígios de sangue no apartamento, trocou de roupa e descartou a blusa ensanguentada em uma caçamba antes de seguir para o centro de Belo Horizonte para vender parte dos bens roubados.
Na região central, Paola Stefany foi até um restaurante e passou o cartão do idoso na maquininha do estabelecimento. O dono do local ficou com 40% do valor da transação e também foi indiciado por furto mediante fraude. A denúncia imputa à diarista os crimes de latrocínio contra as duas vítimas, fraude processual e furto mediante fraude. O Ministério Público ainda pediu o aprofundamento das investigações sobre um primo de Maria Clotilde e requereu acordos de não persecução penal para três investigados por receptação.