Defesa pede perícia psiquiátrica para suspeita de matar idosos em BH

A assassina confessa Paola Stefany Neto Cirino na saída do prédio no São Pedro, em Belo Horizonte - Foto: Flavio Tavares / O TEMPO
Defesa da diarista suspeita de matar casal de idosos em BH pede perícia psiquiátrica após reconstituição do crime
A defesa da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, suspeita de assassinar um casal de idosos no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, apresentou nesta quarta-feira (8) um pedido formal de instauração de incidente de insanidade mental.
O requerimento foi protocolado na Polícia Civil logo após a realização da reconstituição oficial do crime.
O advogado criminalista Bruno Correia Lemos afirmou, em entrevista à imprensa, que apresentou uma petição com base no artigo 149, parágrafo 1º, do Código de Processo Penal.
O documento solicita que a autoridade policial determine a realização de uma perícia psiquiátrica para avaliar a condição mental de Paola Stefany.
O pedido foi recebido pelo delegado responsável pelo caso, que deverá decidir sobre a solicitação.
Durante a reconstituição, segundo o advogado, Paola Stefany colaborou com os trabalhos e relatou apenas o que conseguia recordar.
"Ela mostrou exatamente o que lembra e o que não lembra. Ficou extremamente formalizado aquilo que não foi possível constatar por causa das falhas de memória", disse Bruno Correia Lemos.
Histórico de saúde mental
O defensor afirmou que Paola Stefany apresenta um histórico de acompanhamento em serviços de saúde mental.
Segundo ele, há registros de atendimento no Hospital Espírita André Luiz, no CAPS III de Ribeirão das Neves e em uma unidade de saúde do município, além de receituários médicos e relatos de familiares.
A investigada também apresentaria episódios de confusão mental, esquecimentos e pensamentos suicidas.
O advogado, no entanto, ressaltou que não cabe à defesa concluir sobre a imputabilidade da cliente.
"Todos esses elementos indicam um histórico sensível relacionado à saúde mental, mas essa avaliação compete exclusivamente aos profissionais da perícia e da área da saúde. À defesa cabe atuar dentro da legalidade e apresentar os requerimentos pertinentes", afirmou.
Reconstituição do crime
Paola Stefany Neto Cirino participou nesta quarta-feira da reconstituição do crime. Ela está presa desde a noite de 1º de julho, quando confessou o assassinato do casal.
As vítimas, Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram encontradas mortas na terça-feira (30) dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Com o pedido de perícia psiquiátrica protocolado, o caso aguarda agora a decisão do delegado responsável sobre a instauração do incidente de insanidade mental, etapa que poderá influenciar os rumos da investigação e do processo contra Paola Stefany.