Diarista teria dopado e roubado ao menos outros quatro clientes

Foto: Reprodução
Diarista indiciada pelo assassinato de casal em BH é suspeita de ter sedado e roubado ao menos outros quatro clientes
A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, indiciada por latrocínio contra o advogado Cláudio Atala, de 75 anos, e sua esposa Maria Clotilde Atala, de 76, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, é suspeita de ter dopado e roubado ao menos outros quatro clientes. A informação foi divulgada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na segunda-feira (13/7), durante a conclusão do inquérito sobre o assassinato do casal. Segundo a PCMG, Paola Stefany tem histórico de praticar roubos utilizando medicamentos com efeitos sedativos para reduzir a capacidade de resistência das vítimas — método também empregado contra o casal de idosos, além de violência física.
No decorrer das investigações, outras pessoas compareceram ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) relatando que também teriam sido vítimas da suspeita. Foram contabilizados outros quatro crimes praticados com o mesmo modo de agir.
Ao longo das investigações, os policiais recuperaram uma série de itens subtraídos das vítimas. Parte dos objetos roubados de um casal foi encontrada na casa da investigada e restituída. No total, foram recuperados: - R$ 18,8 mil em dinheiro, além de 14 relógios e dois celulares - Oito frascos de perfume e diversos acessórios, como brincos, anéis, pulseiras, pingentes e cordões - 11,2 gramas de ouro fundido, dois pares de tênis, dois casacos e outras peças de roupa
As vítimas foram encontradas mortas no apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, no dia 30 de junho. Os corpos apresentavam lesões produzidas por instrumento perfurocortante e sinais de defesa. A PCMG também encontrou uma gaveta arrombada no quarto do casal e constatou a ausência de telefones e de diversos bens. A inexistência de arrombamento na entrada do imóvel, associada ao controle de acesso ao edifício por senha ou liberação de morador, direcionou as apurações para pessoas admitidas voluntariamente no local.
Os levantamentos indicaram Paola Stefany como suspeita do crime, uma vez que ela esteve pela primeira vez na residência para realizar serviços de limpeza. Segundo as apurações, a investigada já teria decidido cometer o crime antes mesmo de estar no apartamento das vítimas. Após praticar o delito, Paola Stefany foi até o centro da capital, onde vendeu itens roubados das vítimas. Em seguida, retornou à sua casa, pegou o filho e saiu dizendo que iria viajar. A suspeita se escondeu em um hotel na capital mineira e, posteriormente, seguiu para a cidade de Itabira, na região Central de Minas, onde também se hospedou em um hotel.
No dia 2 de julho, Paola Stefany foi presa em Itabira. Ela estava hospedada em um hotel com o filho menor de idade. Levantamentos realizados apontam indícios de que a mulher pretendia fugir para o estado do Rio Grande do Sul. O trabalho investigativo foi conduzido pela 2ª Delegacia Especializada em Investigação e Repressão ao Furto e Roubo, vinculada ao Depatri. Até o momento, não foram identificados elementos concretos que indiquem a participação de outras pessoas no latrocínio do casal.