Diarista depõe por duas horas em delegacia sobre morte de casal de idosos

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Diarista suspeita de matar casal de idosos prestou novo depoimento e advogado pediu perícia de insanidade mental
A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, prestou novo depoimento na Delegacia Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), em Belo Horizonte, na última quarta-feira (8), após participar da reconstituição da morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e de sua esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. Paola Stefany confessou ter matado o casal na segunda-feira (29) no apartamento onde eles viviam no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo apuração da Itatiaia, o depoimento da suspeita durou cerca de 2h30.
Após participar das diligências, Paola Stefany foi conduzida até uma viatura e encaminhada de volta ao Presídio José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela havia sido presa na quarta-feira (1°) após confessar o crime. De acordo com o advogado da suspeita, Bruno Correa Lemes, o depoimento foi solicitado pela Polícia Civil (PCMG) como uma forma de formalizar o que já havia sido dito informalmente. A expectativa do Depatri é de que o inquérito seja concluído na segunda-feira (13). Mais cedo, Paola Stefany havia participado da reconstituição da morte do casal de idosos.
Para o delegado Gustavo Barletta, da Depatri, a diligência realizada na quarta-feira (8) teve como objetivo esclarecer pontos ainda obscuros do caso. "Tendo em vista que os fatos ainda estão nebulosos, a gente ainda não tem certeza de como realmente eles se desenrolaram, se houve algum tipo de reação, quem foi golpeado primeiro, se eles morreram imediatamente", declarou o delegado, que está à frente da investigação. O advogado de Paola Stefany afirmou que a reconstituição vai ajudar os investigadores a compreenderem o que de fato ocorreu dentro do apartamento. "Foi uma reprodução conduzida com muita técnica por parte da Polícia Civil. Não foi uma reprodução fácil de fazer, principalmente para Paola. Em diversos momentos nós tivemos que parar a reprodução para se recuperar, para recordar o que aconteceu e em diversos momentos houve confusão. Ela não conseguiu explicar de forma clara o que aconteceu dentro do apartamento. Como eu disse, a reprodução formaliza o que aconteceu e também, sob a ótica da defesa, o que não aconteceu", afirmou Bruno Correa.
O advogado Bruno Correa Lemes informou que solicitou a instauração de um incidente de insanidade mental da investigada. O requerimento foi apresentado à Polícia Civil logo após a reconstituição oficial do crime. O criminalista afirmou que protocolou uma petição com base no artigo 149, parágrafo 1º, do Código de Processo Penal, solicitando que a autoridade policial determine a realização de uma perícia psiquiátrica para avaliar a condição mental de Paola Stefany. As informações são da Itatiaia.
Segundo o defensor, o pedido foi recebido pelo delegado responsável pelo caso, que deverá decidir sobre a solicitação. Durante a reconstituição, Paola Stefany colaborou com os trabalhos e relatou apenas o que conseguia recordar. "Ela mostrou exatamente o que lembra e o que não lembra. Ficou extremamente formalizado aquilo que não foi possível constatar por causa das falhas de memória", disse o advogado. Bruno Correa Lemes também afirmou que a suspeita apresenta histórico de acompanhamento em serviços de saúde mental. Segundo ele, há registros de atendimento no Hospital Espírita André Luiz, no CAPS III de Ribeirão das Neves e em uma unidade de saúde do município, além de receituários médicos e relatos de familiares.
Paola Stefany Neto Cirino confessou a autoria do latrocínio que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio e sua esposa Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio. O crime foi cometido em 29 de junho no apartamento das vítimas no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho do casal. A investigada estava no primeiro dia de trabalho no local, após ser indicada por um primo de Maria Clotilde para realizar o serviço. Durante o almoço, ela triturou comprimidos no liquidificador ao preparar um suco e dopou o casal.
Cláudio Atala Inácio dormiu no quarto, enquanto Maria Clotilde adormeceu na sala. Em seguida, Paola Stefany matou o casal com diversas facadas, tomou banho, trocou de roupa e foi negociar os bens roubados no Centro de Belo Horizonte. Ela foi presa em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, na noite de 1º de julho. Na segunda-feira (6), a Polícia Civil realizou novas diligências no apartamento das vítimas e identificou a faca utilizada no crime. O inquérito segue em andamento, com previsão de conclusão para a próxima segunda-feira (13).