Minas Gerais exporta US$ 8 bi à China no primeiro semestre

Fonte: Revista RPA News
Minas Gerais registra alta de 8% nas exportações para a China no primeiro semestre de 2026, lideradas por minério de ferro e ferronióbio
As exportações de Minas Gerais para a China atingiram US$ 8 bilhões no primeiro semestre de 2026, representando um avanço de 8% em relação ao período anterior. O resultado foi impulsionado principalmente pelo minério de ferro, que somou US$ 4,63 bilhões, e pelo ferronióbio, que registrou alta expressiva de 29,6%. No sentido oposto, as importações vindas do país asiático totalizaram US$ 2,44 bilhões no mesmo período, com destaque para o salto histórico na aquisição de veículos elétricos e híbridos plug-in. Além do desempenho no comércio exterior, o setor de lítio em Minas Gerais também esteve em evidência.
Durante o evento Lithium Business 2026, realizado em Salinas, executivos de mineradoras como Companhia Brasileira de Lítio, Sigma Lithium, AMG Brasil e PLS debateram os entraves ao desenvolvimento da cadeia produtiva do mineral no Brasil. Os líderes do setor apontaram que a ausência de demanda garantida para produtos intermediários e a falta de subsídios governamentais inviabilizam investimentos em refino de lítio no curto prazo. Além do desafio econômico diante da ociosidade do mercado chinês, o setor demonstra preocupação com a incerteza regulatória, que representa um obstáculo adicional para quem pretende avançar na fabricação de baterias no país.
O cenário atual coloca o Brasil em posição de desvantagem frente a concorrentes que contam com políticas públicas mais estruturadas para o segmento. No campo científico, pesquisadoras de Minas Gerais também ganharam destaque internacional. Um estudo desenvolvido pelo CTVacinas, em Belo Horizonte, e publicado na prestigiada revista Nature, promete revolucionar a produção de vacinas contra a malária ao mapear como os linfócitos T reagem ao parasita. A pesquisa foi liderada pelas pesquisadoras Camila Barbosa, Luna de Lacerda e Caroline Junqueira. A descoberta surge em um cenário preocupante: o Brasil registrou 140.265 casos autóctones da doença em 2023, o que representou um aumento de 8,8% em relação ao ano anterior.
O mapeamento de novos alvos imunológicos abre caminho para o desenvolvimento de imunizantes com proteção mais ampla e duradoura, com forte impacto social e econômico para as populações mais vulneráveis. O conjunto de avanços registrados em Minas Gerais — no comércio exterior, no setor mineral e na pesquisa científica — reforça o protagonismo do estado na economia nacional e na produção de conhecimento com relevância global.