Michelle Bolsonaro tem mais apoio que Flávio no contexto do embate público

Michelle e Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução
Pesquisa Quaest mostra que 42% dos eleitores concordam com Michelle Bolsonaro no embate com Flávio, enquanto apenas 18% apoiam o senador
Uma pesquisa da Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15/7), revela que mais eleitores concordam com Michelle Bolsonaro do que com Flávio Bolsonaro no embate público entre a ex-primeira-dama e seu enteado, senador e pré-candidato à Presidência. O levantamento aponta que 42% dos entrevistados estão ao lado de Michelle, enquanto apenas 18% apoiam Flávio. Outros 3% concordam parcialmente com ambos, 22% não concordam com nenhum e 15% não souberam ou não quiseram responder.
Sobre a decisão de Michelle Bolsonaro de tornar públicos os desentendimentos com o senador, 45% dos eleitores consideram que ela acertou ao gravar e divulgar o vídeo. Já 38% entendem que ela errou ao tomar essa atitude, e 17% não souberam ou não quiseram opinar. Vale destacar que 51% dos entrevistados afirmaram não ter ficado sabendo do vídeo gravado por Michelle, enquanto 49% disseram conhecer o conteúdo. O vídeo de resposta gravado por Flávio teve ainda menos alcance: apenas 33% dos eleitores afirmam tê-lo visto, contra 67% que desconhecem o material. A pesquisa também avaliou o impacto da participação de Michelle Bolsonaro na campanha de Flávio. Para 38% dos entrevistados, a presença da ex-primeira-dama aumenta as chances de vitória do senador, enquanto 47% não enxergam qualquer impacto nessa participação.
Este foi o primeiro levantamento da Quaest após o episódio do vídeo de Michelle, e os dados de intenção de voto para a Presidência da República mostram uma ampliação na vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro. No segundo turno simulado, Lula aparece com 45% das intenções de voto contra 37% de Flávio, uma diferença de oito pontos percentuais. Em junho, a diferença era de seis pontos (44% a 38%). Em maio, havia empate técnico, com 42% para Lula e 41% para Flávio. Em abril, Flávio estava numericamente à frente, com 42% contra 40%.
Em março, ambos marcavam 41%. "Essa fragilidade da campanha de Flávio pode ser justificada por alguns fatores. O mais expressivo deles foi o conflito com Michelle Bolsonaro, que ficou conhecido por apenas metade dos brasileiros", observa o diretor da Quaest, Felipe Nunes. "Os vídeos divulgados parecem ter provocado algum dano dentro da base potencial do Flávio, já que 35% da direita e 20% do bolsonarismo acham que Michelle acertou ao divulgar o vídeo", completa Nunes. Na pergunta estimulada de primeiro turno, Lula alcança 40% das intenções de voto e Flávio chega a 28%.
O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, Renan Santos (Missão) com 3% e Romeu Zema (Novo) com 2%. Todos os outros nomes somam 4 pontos, e os indecisos representam 11% do eleitorado. A pesquisa desta quarta-feira ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, de forma presencial, entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.