PF pede mais tempo para analisar materiais que citam Lulinha

Polícia Federal alega falta de funcionários para analisar materiais apreendidos em caso que cita filho de Lula
A Polícia Federal (PF) solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma prorrogação do prazo para concluir a análise dos materiais apreendidos em uma investigação que menciona o nome de "Lulinha", filho do presidente Lula. De acordo com a PF, o atraso se deve à falta de funcionários para lidar com o grande volume de trabalho acumulado.
De acordo com o portal R7, o ministro ainda não se manifestou sobre o pedido. O próprio ministro Mendonça já havia demonstrado insatisfação com a lentidão do andamento do caso. Ao prorrogar o inquérito, ele deixou claro o seu incômodo com o ritmo das diligências e estabeleceu um prazo de até 60 dias para que a Polícia Federal apresentasse a avaliação do conteúdo dos celulares, computadores e demais equipamentos apreendidos.
O nome de "Lulinha" foi citado em uma das fases da Operação Sem Desconto, investigação que apura um esquema de desvios no INSS. Segundo as apurações, o filho do presidente da República teria sido apontado como um dos supostos beneficiários da fraude. Com a solicitação de mais prazo por parte da PF, o caso segue sem uma conclusão definida, enquanto o ministro Mendonça aguarda o cumprimento das diligências determinadas anteriormente.