Lula tem reunião com ministro da Defesa sobre os EUA

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - © Frame Canal GOV
Presidente concentra agendas internas e se prepara para convenção do PT em São Paulo, marcada para 2 de agosto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou nesta terça-feira (7) uma série de agendas internas nos Palácios da Alvorada e do Planalto, enquanto já começa a direcionar atenção para a campanha pela reeleição. Entre os compromissos do dia, o petista recebeu o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, para tratar de um tema de política externa com repercussões diplomáticas. A conversa entre Lula e Múcio girou em torno da reunião que o ministro terá com representantes dos Estados Unidos para tentar reverter a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas.
O encontro está marcado para esta quarta-feira (8), em Cusco, no Peru, durante a Conferência de Ministros da Defesa das Américas (CMDA). A decisão de classificar as duas facções como terroristas foi tomada no início de julho pelo presidente norte-americano Donald Trump. Na reunião, Múcio deve reforçar a defesa da soberania nacional ao abordar questões ligadas ao crime organizado.
Além das agendas institucionais, Lula deve concentrar boa parte desta semana na preparação para o lançamento oficial de sua candidatura à reeleição ao Palácio do Planalto. O evento está previsto para acontecer na convenção do PT, marcada para o dia 2 de agosto, em São Paulo. Embora as agendas do presidente ainda não estejam completamente definidas, o roteiro já começa a tomar forma.
A convenção, que inicialmente seria realizada em Brasília, foi transferida para São Paulo a pedido do próprio Lula. O presidente considera o estado o berço político do partido e reconhece seu grande peso eleitoral no cenário nacional. Com o lançamento da candidatura se aproximando, aliados do petista preveem que Lula passará a realizar, nos próximos dias, atividades em espaços fechados, como encontros setoriais do partido e reuniões com aliados. Fontes do Palácio do Planalto indicam que o presidente deve dedicar mais tempo à campanha no período da noite e nos fins de semana, ajustando a rotina para equilibrar as obrigações de governo com a corrida eleitoral.