Ataque da Rússia à capital da Ucrânia deixa 18 mortos em 11 horas de bombardeio

Rússia bombardeia a capital ucraniana por 11 horas, matando ao menos 18 pessoas e ferindo cerca de 90 em ataque com 74 mísseis e 496 drones
A Rússia bombardeou Kiev por 11 horas seguidas, da noite de quarta-feira até a manhã desta quinta-feira, no que o prefeito Vitali Klitschko descreveu como o "ataque mais massivo" já sofrido pela capital ucraniana.
O saldo até o momento é de pelo menos 18 mortos e cerca de 90 feridos, segundo autoridades locais — número que ainda pode aumentar, com equipes de resgate vasculhando escombros em busca de sobreviventes, entre eles uma adolescente de 15 anos e sua família.
A Força Aérea da Ucrânia informou que foram lançados 74 mísseis e 496 drones no ataque.
Desse total, 25 mísseis e 12 drones conseguiram atravessar as defesas aéreas.
Prédios residenciais desabaram parcialmente, e um posto de ambulâncias, um hotel e um instituto de pesquisa foram atingidos. Os danos foram registrados em 30 pontos distintos da cidade.
Moscou classificou o bombardeio como retaliação às ações ucranianas. Nas últimas semanas, a Ucrânia intensificou ataques de longo alcance contra refinarias e instalações militares em território russo, provocando escassez de combustível que o presidente Vladimir Putin admitiu estar "criando problemas".
Na mesma madrugada do ataque a Kiev, forças ucranianas atingiram mais uma grande refinaria, desta vez na região de Níjni Novgorod, a leste de Moscou.
Diante do cenário de escalada, o Kremlin avisou que vai "continuar aumentando a pressão" sobre Kiev. Em resposta, o chanceler ucraniano Andrii Sybiha apelou aos aliados por mais sistemas de defesa antiaérea Patriot, pedindo "não apenas palavras de condenação".
O ataque reacende o debate sobre o suporte militar ocidental à Ucrânia em meio à continuidade do conflito.