Kiev tem 30 mortos em ataque russo

Foto: Wikimedia Commons
Equipes de resgate buscam sobreviventes em Kiev após ataque russo com mísseis e drones matar 30 pessoas e ferir 92
Equipes de resgate trabalhavam entre os escombros da capital ucraniana, Kiev, nesta sexta-feira, em busca de sobreviventes, enquanto bandeiras eram arriadas a meio mastro em sinal de luto. O motivo era o ataque russo com mísseis e drones que, na véspera, matou pelo menos 30 pessoas e feriu outras 92, segundo o prefeito da cidade, Vitali Klitschko. O episódio foi classificado como o mais mortal da Rússia contra a capital ucraniana no ano corrente. Além das vítimas fatais, o ataque deixou um rastro de desaparecidos.
Os pais de um menino de 10 anos, hospitalizado após o bombardeio, e uma adolescente de 15 anos seguiam sem paradeiro conhecido, conforme informou Klitschko. Em paralelo, um ataque russo com drones a uma residência na região de Sumy, no norte do país, ceifou a vida de quatro pessoas na madrugada desta sexta-feira, entre elas uma mulher e sua filha pequena, de acordo com a Procuradoria-Geral.
Klitschko decretou luto oficial em Kiev para esta sexta-feira. As operações de resgate prosseguiam pelo segundo dia consecutivo, enquanto peritos forenses se dedicavam à difícil tarefa de identificar partes de corpos encontrados nos destroços. A escala da destruição pela capital não tinha praticamente precedentes, mesmo em um conflito que já se estende por mais de cinco anos. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que mais de 100 prédios residenciais foram danificados.
Em discurso na noite de quinta-feira, Zelenskiy foi enfático ao criticar as ações russas: "A Rússia não tem mais nenhum argumento para justificar sua guerra além de seus mísseis balísticos". O presidente ucraniano ainda acrescentou que "(o presidente russo, Vladimir) Putin ainda pretende "destruir" edifícios residenciais em vez de pôr fim a esta guerra". Nos últimos meses, a Ucrânia conseguiu reduzir drasticamente o avanço russo ao longo da linha de frente de 1.200 km e reconquistar território em algumas áreas do país. Moscou, por sua vez, afirmou que os ataques contra Kiev foram uma retaliação aos ataques com drones ucranianos realizados em solo russo. As buscas em Kiev continuam, com equipes de resgate trabalhando incansavelmente para encontrar possíveis sobreviventes sob os escombros, enquanto a cidade tenta assimilar uma das páginas mais trágicas deste conflito prolongado.