Ex-ministra do Reino Unido, Ann Widdecombe, é morta com 21 marteladas na cabeça

Ex-ministra do Reino Unido Ann Widdecombe - Foto: Christopher Furlong
Suspeito teria desferido 21 marteladas na cabeça de Ann Widdecombe enquanto ela almoçava em casa
A Justiça britânica manteve, nesta terça-feira (21), em prisão preventiva o suspeito de ter assassinado a ex-deputada Ann Widdecombe, figura da direita conservadora britânica. A política de 78 anos foi morta com 21 golpes de martelo na cabeça dentro de sua própria residência, no sudoeste da Inglaterra.
O crime reacendeu o debate sobre a segurança de políticos no país, uma década após o assassinato da deputada trabalhista Jo Cox.
Ann Widdecombe era porta-voz do partido anti-imigração Reform UK e uma das figuras mais reconhecidas do conservadorismo britânico. O crime ocorreu em sua casa em Haytor, no condado de Devon, dentro do Dartmoor National Park.
O corpo foi descoberto pelo jardineiro da ex-deputada, na cozinha da residência, em 9 de julho.
Joshua Kerry, um britânico de 28 anos, morador de Rotherham, no norte da Inglaterra, a quase 480 quilômetros do local onde Ann Widdecombe vivia, compareceu nesta terça-feira a dois tribunais de Londres.
Os tribunais marcaram provisoriamente a data do julgamento para 8 de junho de 2027. O suspeito foi detido em 11 de julho, dois dias após a descoberta do corpo.
De acordo com os elementos apresentados perante o tribunal, o suposto assassino permaneceu por apenas dois minutos na propriedade.
Segundo a acusação, Ann Widdecombe estava almoçando quando Kerry teria entrado em sua casa para atacá-la. Após o crime, o suspeito teria roubado a carteira da bolsa da vítima antes de fugir de carro.
As forças de segurança descartaram, inicialmente, uma motivação política para o crime. No entanto, a polícia antiterrorista anunciou posteriormente que assumiria a investigação, classificando o ataque como "um ataque seletivo".
O chefe da polícia antiterrorista, Laurence Taylor, indicou na segunda-feira (20) que os investigadores tentam determinar se existia "uma possível motivação política" por trás do assassinato.
O caso de Ann Widdecombe levanta novamente questões sobre a proteção de figuras públicas e parlamentares no Reino Unido, especialmente em um contexto de crescente polarização política.
A morte da ex-deputada ocorre exatamente dez anos após o assassinato de Jo Cox, crime que também chocou o país e gerou amplo debate sobre a segurança de representantes eleitos.