Celular é encontrado na cela de Jairinho, condenado pela morte de Henry Borel

Polícia Penal encontrou celular na cela de Jairinho - Foto: Divulgação Polícia Penal RJ
Celular foi encontrado escondido entre livros na cela de Jairinho no Complexo de Gericinó; Corregedoria investiga o caso
Um celular foi apreendido na cela do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, durante uma operação de fiscalização realizada pela Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro (Seppen), no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste da capital fluminense.
Após a descoberta, a administração penitenciária determinou o isolamento do detento e instaurou um procedimento disciplinar para apurar o caso.
Segundo a Seppen, a operação foi desencadeada a partir de informações obtidas pelo setor de inteligência da Corregedoria, que indicavam que Jairinho estaria utilizando um aparelho telefônico dentro da unidade prisional.
Durante a revista na cela, os policiais penais localizaram o celular escondido entre uma pilha de livros.
Além da apuração sobre a conduta do detento, a Corregedoria também investigará se houve participação ou facilitação de servidores na entrada do equipamento no presídio.
O caso foi encaminhado à 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, responsável pela investigação criminal da ocorrência.
Em nota enviada à CNN Brasil, a Seppen afirmou que "mantém ações permanentes de fiscalização para impedir a circulação de materiais proibidos nas unidades prisionais" e reforçou que medidas administrativas serão adotadas sempre que forem identificadas irregularidades.
Trajetória de Jairinho
Médico de formação e político de carreira, Jairinho construiu sua trajetória no Legislativo do Rio de Janeiro, onde foi eleito vereador por diversos mandatos consecutivos. Filho de um ex-deputado estadual, ele chegou a ocupar posições de destaque na Câmara Municipal e foi aliado de gestões municipais ao longo dos anos.
Jairinho cumpre pena de 43 anos de prisão após ser condenado pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, em julgamento realizado em junho deste ano.
A defesa do ex-vereador não havia se manifestado sobre a apreensão do celular até a publicação das primeiras informações sobre o caso.