Trump quer evitar ataques de Israel ao Irã, dizem israelenses

Donald Trump, presidente dos EUA — Foto: Evan Vucci
Washington não quer Israel envolvido nos combates contra o Irã, mas ministro da Defesa israelense afirma que FDI estão prontas para agir sozinhas.
Os Estados Unidos não desejam o envolvimento de Israel em possíveis combates contra o Irã, de acordo com fontes israelenses. A decisão americana teria como objetivo evitar a perda de controle sobre o conflito, e ocorre após a troca de ataques entre os dois países que resultou no fim de um acordo de cessar-fogo. "O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu realmente gostaria de participar dos ataques dos EUA, mas os EUA não querem Israel envolvido neste momento", disse uma das fontes.
No entanto, um funcionário do governo americano refutou a informação, classificando-a como "notícia falsa". O funcionário ressaltou que os Estados Unidos mantêm "uma relação sólida com Israel, que contribuiu para o sucesso retumbante das operações Midnight Hammer e Epic Fury. Continuamos em estreita coordenação com nossos parceiros israelenses". Apesar da postura americana, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nesta quinta-feira (9) que as FDI (Forças de Defesa de Israel) estavam prontas para retomar a guerra contra o Irã, mesmo que precisassem agir sozinhas.
"As FDI estão em alerta máximo e preparadas para retomar a campanha para eliminar ameaças — mesmo que pela terceira vez", afirmou Israel Katz durante a cerimônia de formatura de pilotos. "Se tivermos de voltar, voltaremos com força ainda maior", acrescentou. Outra fonte israelense indicou que a avaliação predominante em Israel é que o presidente Donald Trump não deseja um retorno a uma guerra em larga escala. A expectativa é que, no máximo, ele estaria disposto a restabelecer o bloqueio naval aos portos iranianos. Assim, enquanto Israel demonstra disposição para agir de forma independente, os Estados Unidos buscam limitar o alcance do conflito, mantendo o controle sobre os desdobramentos da tensão com o Irã.