Polícia investiga cantora gospel por esquema de pirâmide em MG

Suspeita de aplicar golpes com esquema de pirâmide, cantora gospel afirma ser inocente - Imagem: Reprodução / Instagram @izacristyoficiall
Cantora gospel é suspeita de liderar esquema de pirâmide financeira que lesou cerca de 300 pessoas em Minas Gerais
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga uma mulher de 32 anos suspeita de aplicar golpes em vítimas no estado. O inquérito apura a prática do crime de estelionato, e novas informações serão divulgadas conforme o avanço das investigações. A corporação orienta que pessoas lesadas em situações semelhantes procurem a delegacia mais próxima para registrar um boletim de ocorrência, apresentando documentos, comprovantes, conversas e qualquer outro material que possa auxiliar na apuração dos fatos.
A investigada é Isabela Cristi Gomes Barros, cantora gospel que já possui passagens pelo sistema prisional de Minas Gerais. Ela ficou presa entre 6 de maio e 1º de junho de 2022, quando obteve liberdade mediante o uso de tornozeleira eletrônica, equipamento que permaneceu utilizando até 7 de junho de 2023. No mesmo dia em que deixou de ser monitorada, Isabela Cristi voltou a ser presa, permanecendo detida entre 7 de junho e 12 de setembro de 2023, quando recebeu autorização da Justiça para cumprir prisão domiciliar. Posteriormente, voltou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica entre 18 de julho e 12 de novembro de 2025, quando a Justiça determinou a retirada do equipamento.
Esquema investigado
Isabela Cristi Gomes Barros é apontada como uma das responsáveis por um suposto esquema de pirâmide financeira que teria causado prejuízo a cerca de 300 pessoas. Segundo a Polícia Civil, ela e o marido, David Robson de Barros, se apresentavam como proprietários de uma empresa de investimentos que prometia retorno de 100% sobre o valor aplicado em apenas 40 dias.
De acordo com as investigações, os investidores chegaram a receber rendimentos iniciais, o que incentivou novos aportes e aplicações de valores mais altos. No entanto, os pagamentos deixaram de ser feitos em meados de 2021, levantando suspeitas entre as vítimas. O casal foi preso em 6 de maio de 2022, em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Menos de um mês depois, Isabela Cristi passou a cumprir prisão domiciliar, e David recebeu o mesmo benefício em agosto daquele ano.
A Polícia Civil reforça que possíveis vítimas do esquema devem procurar uma unidade da corporação para formalizar a denúncia e contribuir com as investigações em andamento.