Suspeito de atirar em irmão de Eloá Pimentel está na lista vermelha da Interpol

Hércules da Costa Siqueira (à esq.) é suspeito de tentar matar o tenente da PM Ronickson Pimentel dos Santos - Foto: Reprodução
Hércules da Costa Siqueira, o "Golias", é investigado por atirar em tenente da Rota em São Caetano do Sul
A Interpol publicou, nesta segunda-feira (6), uma Difusão Vermelha (Red Notice) para localizar e prender Hércules da Costa Siqueira, conhecido pelos apelidos de "Golias" e "Peruca". O suspeito é investigado pela tentativa de homicídio contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), da Polícia Militar, crime ocorrido em 27 de junho, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
O pedido de inclusão na lista da Interpol foi formulado pela Secretaria da Segurança Pública do estado de São Paulo, com o objetivo de ampliar a cooperação policial internacional para localização e prisão do foragido. Segundo as autoridades, há indícios de que o suspeito possa tentar cruzar fronteiras para escapar da Justiça.
"Há informações de inteligência que apontam risco concreto de fuga para o exterior, inclusive por rotas irregulares de fronteira, motivo pelo qual foi solicitada sua captura para fins de extradição", explicou o secretário da Segurança Pública em exercício, coronel Henguel Ricardo Pereira.
De acordo com as investigações, Hércules da Costa Siqueira é apontado como participante de uma ação criminosa coordenada que teve como alvo o oficial da Polícia Militar. Ele teria efetuado disparos contra o tenente enquanto a vítima trafegava de motocicleta pela Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, sendo atingida na cabeça.
A Difusão Vermelha foi expedida com base no mandado de prisão temporária emitido em 3 de julho pela 2ª Vara Criminal e do Júri de São Caetano do Sul. Hércules responde por tentativa de homicídio qualificado, cuja pena máxima prevista pode chegar a 30 anos de prisão.
A publicação da Interpol determina que, caso o procurado seja localizado em qualquer país membro da organização, as autoridades competentes realizem sua prisão provisória e comuniquem imediatamente o Escritório Central Nacional da Interpol em Brasília, para que sejam adotadas as medidas de extradição previstas nos acordos internacionais.