Inglaterra busca fim de jejum de 60 anos

Jogadores de Gana e da Inglaterra disputando na Copa do Mundo – Foto: Fifa/Reprodução
Campeã em 1966, a Inglaterra chega à semifinal da Copa de 2026 com confiança para encerrar seis décadas sem título mundial
A Inglaterra carrega o peso de 60 anos sem conquistar uma Copa do Mundo, mas a geração atual da seleção inglesa alimenta a esperança dos torcedores de encerrar esse longo jejum. Campeã em 1966, em casa, a equipe chega à semifinal da Copa de 2026 contra a Argentina com confiança e um histórico recente que justifica o otimismo. Pelas ruas de Atlanta, a menos de dois dias do confronto semifinal, torcedores ingleses circulavam tranquilos e sorridentes. A confiança, segundo um deles, vem do alto nível do elenco: "Nós podemos vencer hoje qualquer um. Temos uma grande chance agora".
O passado recente sustenta esse otimismo. A Inglaterra foi finalista das duas últimas Eurocopas e, nas Copas do Mundo, acumula uma semifinal, uma quartas de final e agora outra semifinal consecutiva. O artilheiro Harry Kane refletiu sobre essa evolução: "Acho que, em 2018, quando chegamos à semifinal na Copa da Rússia, éramos um time jovem e inexperiente. Estamos, agora, mais preparados para situações como essa". Entre as semifinalistas, a Inglaterra é a seleção com o maior jejum. A
Argentina é a atual campeã, a França conquistou o título há oito anos e a Espanha há 16. Nenhum desses intervalos se compara às seis décadas dos ingleses. O técnico alemão Thomas Tuchel, que assumiu a seleção inglesa há menos de dois anos, demonstra plena consciência do peso emocional que envolve liderar a equipe em sua primeira Copa do Mundo no cargo: "Eu me sinto realmente vivo por liderar essa equipe. Não existe nenhum outro lugar no mundo onde eu preferisse estar agora".
O comentarista Denílson, ao lado da apresentadora Renata Vasconcellos, avaliou o duelo entre Argentina e Inglaterra pelo Jornal Nacional. Para ele, o fator físico será determinante: "Diferentemente de França e Espanha, com um jogo mais técnico pela qualidade dos jogadores, o que pode pesar nesse confronto de Argentina contra a Inglaterra é a questão física. São dois times que jogam muito em um coletivo. A Inglaterra tem Bellingham e Harry Kane, que podem decidir. A Argentina tem Messi, que pode decidir. Mas, acima de tudo, a questão física desse confronto eu acho que é o que vai pesar nesse jogo".
O lado emocional também foi destacado por Denílson: "A questão emocional vem pesando bastante durante essa Copa do Mundo e nesse um passinho para uma final, pode pesar mais. Quem controlar melhor a emoção, de repente, consegue avançar até a final". Sobre o técnico argentino Lionel Scaloni, Denílson foi elogioso: "Eu gosto muito porque ele se sensibiliza demais com os jogadores, com o torcedor. As expressões dele, as falas, as narrativas que ele constrói, pós-jogo, antes do jogo. Sempre muito sereno nas coletivas. E dentro do ambiente de trabalho, ele me parece ser um cara muito transparente e isso acaba conectando com os jogadores".
O comentarista ainda destacou a habilidade de Scaloni em equilibrar o protagonismo de Messi com a coesão do grupo: "Ele sabe, por exemplo, que ele tem o Messi dentro do elenco. Então, ele coloca o Messi lá em cima, como merece, mas o Messi se coloca no nível do elenco. E aí acaba tendo uma sintonia muito legal com a equipe". A identidade argentina também foi ressaltada: "Esse é o DNA, né? Independentemente de como a Argentina joga, a gente vai sempre ver uma Argentina lutando até a última bola". Seis décadas de espera colocam a Inglaterra diante de uma oportunidade histórica. O relógio segue girando, e os ingleses aguardam, com renovada esperança, o momento de finalmente avançar à grande final.