Brasil cai sete posições em ranking de produtividade

O Brasil caiu sete posições no ranking do IMD 2026 e ocupa o 65º lugar entre 70 países, perdendo em todos os quatro pilares avaliados.
O Brasil recuou sete posições no ranking de competitividade do instituto suíço IMD, edição 2026, ocupando o 65º lugar entre os 70 países avaliados. O levantamento anual é produzido pelo IMD World Competitiveness Center em parceria técnica com a Fundação Dom Cabral e é realizado há 38 anos. Segundo o instituto, o ranking "analisa e classifica a capacidade dos países de criar e manter um ambiente que sustente a competitividade das empresas".
A avaliação considera indicadores agrupados em quatro pilares: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura. Neste ano, o Brasil perdeu posições em todos os quatro pilares. Os recuos mais expressivos ocorreram nos critérios de eficiência empresarial e governamental, nos quais o país caiu, respectivamente, 11 e seis posições. O crescimento dos gastos governamentais é apontado pelo IMD como um dos principais desafios do país. A queda acentuada em 2026 reverte o desempenho brasileiro da edição anterior. Em 2025, o Brasil havia avançado quatro posições em relação a 2024, mas o resultado deste ano desfaz esse progresso e coloca o país entre os dez piores da lista.
Na nova posição, o Brasil aparece logo atrás de Gana (64º) e à frente de Botsuana (66º). Entre os seis países da América Latina analisados pelo IMD, apenas a Venezuela, última colocada do ranking, fica atrás do Brasil. Os demais países da região estão em posições superiores: - Chile: 43º lugar - Argentina: 58º lugar - Colômbia: 59º lugar - Peru: 60º lugar
No topo da lista, Singapura (1º) retomou a primeira posição, que havia perdido para a Suíça em 2025. Hong Kong ocupa o 2º lugar e a Suíça, o 3º. O relatório do IMD destaca que "o retorno de Singapura ao primeiro lugar é talvez a ilustração mais clara de um tema mais amplo que permeia os resultados de 2026. Ou seja, a capacidade adaptativa de uma economia para corrigir seu rumo de forma eficiente tornou-se um importante ativo competitivo". Após três anos de queda, os Estados Unidos voltaram a figurar entre os dez primeiros, ocupando o 10º lugar. O IMD atribui esse retorno ao top 10 a uma recuperação no sentimento dos executivos, indicando "que a confiança empresarial se recuperou mais rapidamente do que os fundamentos fiscais e comerciais subjacentes justificariam". 4
Veja os dez primeiros colocados do ranking de competitividade do IMD 2026: - 1º - Singapura - 2º - Hong Kong - 3º - Suíça - 4º - Taiwan - 5º - Emirados Árabes Unidos - 6º - Dinamarca - 7º - Irlanda - 8º - Holanda - 9º - Suécia - 10º - Estados Unidos Veja os dez últimos colocados do ranking de competitividade do IMD 2026: - 60º - Peru - 61º - Romênia - 62º - México - 63º - Eslováquia - 64º - Gana - 65º - Brasil - 66º - Botsuana - 67º - Mongólia - 68º - Nigéria - 69º - Namíbia - 70º - Venezuela O desempenho do Brasil no ranking do IMD 2026 evidencia um retrocesso em todas as frentes avaliadas, com destaque para a queda na eficiência empresarial e governamental. O país permanece entre os menos competitivos do mundo e na lanterna entre os países latino-americanos analisados, à exceção da Venezuela.