Empréstimos com imóvel de garantia têm alta de 26% no Brasil

bairro Santo Agostinho em BH -aluguel – imóveis – vista – prédios
Home Equity registra R$ 3,16 bilhões no 1º trimestre de 2026, alta de 25,83%, impulsionado pelo Marco das Garantias e juros elevados
O mercado de crédito no Brasil iniciou 2026 em forte ritmo de expansão para uma modalidade que vem se consolidando como uma das principais alternativas para pessoas físicas e empresários: o empréstimo com garantia de imóvel. Também conhecido como Home Equity, o produto registrou, no primeiro trimestre deste ano, um volume recorde de concessões que somou R$ 3,166 bilhões, representando uma alta de 25,83% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), cuja série histórica teve início em 2018.
Esse crescimento acontece em um cenário econômico em que as linhas de financiamento tradicionais continuam caras para as famílias brasileiras. Com projeções de que a taxa Selic sofrerá quedas mais lentas do que o esperado até o fim do ano, o consumidor encontra no Home Equity uma estrutura financeira mais sustentável. Segundo Sthefanny Martins, especialista em empréstimo com garantia de imóvel do Bari: "Durante os últimos anos, o home equity tem crescido no Brasil, impulsionado pelo aumento das taxas de juros em outras linhas de crédito e pela busca por alternativas mais sustentáveis de endividamento. Ainda assim, o produto representa uma fatia pequena do mercado quando comparado a países mais desenvolvidos, mas com um bom espaço para expansão. É uma modalidade eficiente quando bem utilizada, contudo, como toda decisão, precisa entender as condições contratuais. Em um cenário de maior acesso ao crédito, informação continua sendo o principal aliado do consumidor para tomar decisões mais seguras e conscientes."
Um dos grandes catalisadores para o recorde histórico mapeado em 2026 é o Marco das Garantias, cuja regulamentação passou a vigorar a partir de norma do Conselho Monetário Nacional (CMN). A medida desburocratiza o setor e permite que um mesmo imóvel seja utilizado em mais de uma operação de crédito, ampliando a flexibilidade e o potencial de decisões estratégicas por parte dos proprietários. Na prática, o cliente utiliza um imóvel residencial ou comercial quitado — ou mesmo financiado — como garantia à instituição financeira, o que possibilita a liberação de valores de até 60% do valor total de avaliação da propriedade, com prazos de pagamento que podem chegar a 20 anos.
O funcionamento do Home Equity é baseado em uma estrutura simples: o cliente utiliza um imóvel que já possui — como uma casa, sobrado, apartamento, sala comercial ou escritório — como garantia de pagamento junto à instituição financeira. Em troca desse colateral, o banco libera um montante proporcional ao valor avaliado da propriedade, permitindo que o cliente continue utilizando o bem normalmente, sem precisar abrir mão do seu lar ou ponto comercial.
A principal razão que torna o Home Equity vantajoso é a segurança que o banco detém ao longo de toda a operação. Como a propriedade serve de lastro para o pagamento, o risco de inadimplência para a instituição credora diminui de forma expressiva. O