Sargento da Marinha é preso por matar vizinho em Betim

Imagens de Sirene policia
Sargento da Marinha Guilherme Augusto foi preso em flagrante suspeito de matar a tiros o vizinho Carlos Alberto em condomínio na Grande BH
Um sargento da Marinha identificado como Guilherme Augusto Rodrigues Martins, de 33 anos, foi preso em flagrante na tarde desta terça-feira (14), suspeito de matar a tiros o vizinho Carlos Alberto dos Santos, de 61 anos, dentro de um condomínio fechado na zona rural de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a família da vítima, Carlos Alberto foi baleado dentro de sua própria casa por volta das 17h30. Sua esposa estava na cozinha quando ouviu cinco disparos e, ao correr até o local, encontrou o marido ferido. O homem foi socorrido e levado ao Hospital Regional de Betim, mas não resistiu aos ferimentos.
A irmã da vítima, Vanessa Valéria dos Santos, relatou que, mesmo ferido, Carlos Alberto conseguiu indicar quem havia atirado contra ele. "A esposa dele estava na cozinha, escutou os cinco tiros quando ela saiu correndo, ele já estava apontando para o vizinho, uma apontava e mostrava quem fez aquilo. Então nós não temos dúvida que é ele", disse Vanessa. De acordo com os familiares, Carlos Alberto e Guilherme Augusto mantinham desentendimentos há cerca de dois anos. A família afirma que a vítima chegou a registrar cinco boletins de ocorrência contra o militar ao longo desse período.
Após o crime, Guilherme Augusto teria alegado legítima defesa antes de ser preso em flagrante e conduzido à delegacia. As câmeras de segurança instaladas na residência teriam registrado toda a ação. As imagens estariam armazenadas em um aplicativo no celular da vítima, que foi apreendido pela Polícia Civil para análise. Os familiares também informaram acreditar que Guilherme Augusto estava afastado das Forças Armadas e que ele teria outra passagem pela polícia. O corpo de Carlos Alberto dos Santos foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). O caso será investigado pela Polícia Civil. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil, com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e com a Marinha do Brasil, aguardando retorno das instituições.