Influenciador Gato Preto tem prisão mantida e vira réu por acidente com Porsche

Influenciador digital Samuel SantAnna da Costa, de 33 anos, conhecido como Gato Preto - Reprodução/Redes Sociais
Influenciador Gato Preto foi preso em Ribeirão Preto por mandado em aberto e também é réu por acidente com Porsche em São Paulo
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a prisão do influenciador digital Samuel Sant'Anna da Costa, conhecido como Gato Preto, durante audiência de custódia realizada no último domingo (12). Ele havia sido detido no mesmo dia em Ribeirão Preto, no interior do estado de São Paulo. Segundo o tribunal, não foram constatadas irregularidades no cumprimento do mandado de prisão, razão pela qual a detenção foi mantida. O processo tramita sob segredo de Justiça e, por isso, nenhuma informação adicional foi divulgada pelas autoridades.
Gato Preto, que era considerado foragido, foi preso na madrugada de domingo (12) no bairro Alto da Boa Vista. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, policiais militares foram acionados após uma denúncia anônima sobre um desentendimento entre um casal em um bar. No local, os agentes verificaram que não havia sinais de agressão física, mas constataram a existência de um mandado de prisão em aberto contra o influenciador. Ele foi encaminhado à CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Ribeirão Preto, onde a ocorrência foi registrada como captura de procurado.
À CNN Brasil, a defesa do influenciador Gato Preto informou que "o mandado de prisão civil era decorrente de uma dívida de pensão alimentícia" e que, neste momento, adota as providências cabíveis para a regularização dos débitos.
Réu por acidente com Porsche
A Justiça de São Paulo também tornou réu o influenciador Gato Preto por um acidente envolvendo um Porsche ocorrido em 20 de agosto de 2025, na zona oeste de São Paulo. Além de ser tornado réu, foi determinada a suspensão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de Samuel e a venda antecipada do veículo. A decisão foi tomada após denúncia do Ministério Público de São Paulo por duas tentativas de homicídio na forma dolosa, ameaça e infrações a três artigos do Código de Trânsito Brasileiro.
Na ocasião, Gato Preto conduzia o veículo de alto padrão pela avenida Brigadeiro Faria Lima quando colidiu com outro carro, ocupado por um pai e um filho. Após a colisão, o influenciador não prestou socorro às vítimas e fugiu do local. Além disso, o denunciado teria ameaçado uma das vítimas. Apesar da gravidade do acidente, ninguém morreu.
À época dos fatos, a defesa do réu, composta pelos advogados Jonatha Carvalho, André Nino e Daniele Vieira, lamentou o ocorrido, mas afirmou ter "recebido a decisão com surpresa, por entenderem que o caso é de lesão corporal na forma culposa, longe de ter dolo homicida".
O caso de Gato Preto reúne, portanto, duas frentes judiciais: a prisão civil por dívida de pensão alimentícia e o processo criminal relacionado ao acidente de trânsito na capital paulista.