Flávio é alvo de ação do PT no TSE para retirada de vídeo de IA com Milei

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PT pede retirada de vídeo com IA que mostra Flávio Bolsonaro pilotando caça ao lado de Milei e multa de R$ 90 mil ao senador
O PT acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, exigindo a retirada de um vídeo produzido com inteligência artificial que mostra o pré-candidato pilotando um caça militar ao lado do presidente argentino Javier Milei. A sigla de Lula classifica o conteúdo como "propaganda antecipada e uso de deep fake para favorecer a pré-candidatura". Na representação enviada ao TSE, o PT solicita a indisponibilização imediata do vídeo e a aplicação de uma multa de R$ 90 mil a Flávio Bolsonaro.
O partido também requer que o tribunal emita uma ordem para que o senador se abstenha de publicar conteúdos semelhantes no futuro. Entre os pontos contestados, o PT destacou que o vídeo faz uma comparação entre a legenda e a facção criminosa Comando Vermelho. A publicação também teria usado indevidamente as imagens do presidente Lula e da primeira-dama Janja por meio de "deepfake", com o objetivo de "incutir no eleitorado a imagem de um presidente ausente, esbanjador e alheio aos problemas do país". Os advogados da campanha argumentam que a presença de uma marca d"água informando o uso de IA no vídeo não impede o enquadramento da publicação em resolução do TSE, que prevê "vedação objetiva" sobre o deepfake.
Eles apontam ainda que a publicação não é um "ato isolado", mas o terceiro vídeo de uma série produzida com IA e veiculada por Flávio Bolsonaro. Em vídeos anteriores, também questionados no TSE, o senador vinculou o PCC e o CV ao PT e utilizou deepfakes de Lula, Janja e do empresário Fávio Luís Lula da Silva, filho do presidente. A campanha de Lula tem recorrido ao TSE com frequência em razão dos vídeos com IA produzidos por Flávio Bolsonaro e aliados. Na mesma semana, a Federação pediu à Corte eleitoral que multasse os deputados coronel Meira (PL-PE) e sargento Portugal (Pode-RJ) pela publicação de uma montagem feita com IA em que Lula aparece com um boné com a sigla "CPX" e cercado por fuzis.
A campanha atribui aos parlamentares propaganda antecipada negativa e requer a retirada da postagem do ar, com condenação de R$ 30 mil para cada deputado. Segundo a Federação, a publicação, feita nos perfis do Instagram dos deputados, tem o objetivo de "aviltar a honra, degradar a imagem e fabricar uma associação criminosa inteiramente fictícia" contra Lula. De acordo com os advogados, o vídeo também descontextualiza e altera falas do presidente para simular que ele apoiaria facções criminosas e violência doméstica. A representação sustenta que há propaganda antecipada negativa no caso, uma vez que os deputados imputaram "fato criminoso e imoral gravíssimo" a Lula, associando-o indevidamente a organizações criminosas em um contexto de "elevada visibilidade política e em ambiente de pré-campanha".