Bloqueio dos EUA reduz tráfego no Estreito de Ormuz

Apenas nove navios cruzaram o Estreito de Ormuz no primeiro dia após os EUA restabelecerem o bloqueio naval ao Irã
Menos navios atravessaram o Estreito de Ormuz na quarta-feira, primeiro dia após os Estados Unidos restabelecerem o bloqueio naval aos portos iranianos.
A escalada de ataques entre os dois países em todo o Golfo Pérsico tem gerado impacto direto no tráfego marítimo da região, que antes era responsável por cerca de um quinto dos embarques globais de petróleo e gás.
Segundo dados da empresa de rastreamento marítimo Kpler, apenas nove navios cruzaram o Estreito de Ormuz na quarta-feira, principalmente pela rota iraniana. O número representa uma queda em relação aos 13 navios registrados no dia anterior.
Nenhum petroleiro de grande porte (VLCC) nem navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL) foi avistado passando pelo estreito durante o dia.
O Comando Central dos EUA informou que neutralizou um petroleiro vazio que tentava navegar em direção à Ilha de Kharg, no Irã, após o navio ignorar várias advertências. A ação envolveu o disparo de mísseis Hellfire contra a chaminé da embarcação.
O VLCC Belma, com bandeira de Curaçao, não estava mais a caminho do Irã após a intervenção, segundo o comunicado militar.
Desde que retomou o bloqueio naval contra o Irã na terça-feira, os EUA redirecionaram dois navios e imobilizaram outro, conforme informado pelas forças armadas norte-americanas.
As hostilidades se intensificaram após o Irã anunciar, no final da noite de sábado, o fechamento do Estreito de Ormuz, com operações militares impedindo a livre circulação de embarcações pela via navegável.
Na quarta-feira, cinco embarcações vazias entraram no Golfo, incluindo três pequenos petroleiros e dois graneleiros para grãos, de acordo com os dados da Kpler.
As quatro embarcações que saíram do estreito no mesmo dia transportavam gás liquefeito de petróleo, carvão, óleo combustível e fertilizante.
Na terça-feira, um petroleiro Suezmax transportando 1 milhão de barris de petróleo bruto saudita saiu do estreito com seu transponder desligado, segundo dados da Kpler.
A situação no Estreito de Ormuz segue sendo monitorada de perto pelo setor de transporte marítimo global, dado o peso estratégico da rota para o abastecimento mundial de energia.