Indústria cobra previsibilidade para imposto seletivo em reunião com Fazenda

Ministro da Fazenda, Dario Durigan — Foto: Cadu Gomes/VPR
Reunião com ministro Durigan assegura diálogo com setores afetados e descarta aumento de carga tributária com o imposto seletivo
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que a reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, realizada na manhã desta segunda-feira, 6, trouxe ao setor industrial a certeza de que haverá previsibilidade sobre a abrangência do imposto seletivo, criado a partir da reforma tributária. A implementação do tributo, prevista para janeiro, ainda está em processo de definição.
Durante o encontro, representantes de associações e empresas ligadas aos setores afetados participaram das discussões com o ministro. Entre as companhias presentes estavam Ambev, Coca-Cola, Phillip Morris e Souza Cruz, além da própria CNI. O objetivo foi alinhar expectativas e garantir um canal de diálogo entre o governo e a iniciativa privada.
Segundo Alban, o ministro Durigan assegurou que o processo será conduzido de forma transparente e participativa. "Foi garantido o diálogo e a discussão com todos os setores envolvidos, para que a gente possa ser o mais efetivo e correto possível com todos os setores dentro desses dois conceitos, de previsibilidade e de que não representará aumento de carga tributária", disse o presidente da CNI.
Também conhecido como "imposto do pecado", o imposto seletivo é um tributo federal concebido para encarecer bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. O imposto deve atingir setores como o de tabaco, bebidas alcoólicas, refrigerantes e similares, entre outros. A lista final dos produtos e serviços abrangidos ainda não foi publicada pelo governo.
Alban também destacou as expectativas da indústria em relação ao resultado final da reforma tributária. Segundo ele, o setor espera que a alíquota do imposto seletivo seja a menor possível, especialmente após a definição do tamanho da tributação do IVA. "Para que a gente possa, ao longo desse período de aprendizado, trazer uma eventual alíquota para os patamares mais baixos possíveis, não só por esse efeito benéfico para a economia, como também, seguramente, a redução da informalidade", afirmou o presidente da CNI.