Copasa renova contratos até 2073 com Contagem e Betim

Companhia mineira de saneamento estende acordos por 47 anos e prevê repasse de R$ 520 milhões para obras de infraestrutura
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) renovou os contratos de abastecimento de água e esgotamento sanitário com os municípios de Contagem e Betim, localizados na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo comunicado ao mercado divulgado na quinta-feira (30/7), os novos acordos terão vigência até 2073, representando uma extensão de 47 anos. Juntos, os dois municípios respondem por aproximadamente 9,3% da receita total da Copasa. Pelos novos contratos, a Copasa deverá repassar R$ 520 milhões para as duas cidades, destinados à execução de obras de infraestrutura relacionadas à canalização e ao tratamento de fundos de vale. Do total, R$ 270 milhões serão direcionados a Contagem e R$ 250 milhões a Betim.
O comunicado, assinado pelo diretor financeiro e de relações com investidores, Adriano Rudek de Moura, detalha os fundamentos dos novos acordos: "Os contratos com os municípios incorporam modelo regulatório contratualmente definido, seguindo as mesmas bases regulatórias dos contratos recentemente formalizados, estabelecendo mecanismos destinados a conferir maior previsibilidade regulatória e financeira à prestação dos serviços, à realização dos investimentos necessários à universalização, à adequada remuneração dos investimentos realizados pela companhia e à preservação do equilíbrio econômico-financeiro das concessões".
A renovação com Betim e Contagem ocorre em meio ao processo de privatização da Copasa, concluído em 16 de junho, quando a Equatorial venceu a disputa pelo bloco de 30% das ações da companhia, tornando-se a investidora de referência da estatal. A Perfin Investimentos ficou com cerca de 20% do capital, enquanto o governo de Minas Gerais manteve 5% das ações e o direito de veto em decisões estratégicas da empresa. O governo estadual, no entanto, ainda aguarda a posição final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) sobre o processo de compra da Copasa pelo grupo Equatorial, o que mantém o cenário de transição em aberto.