Copa do Mundo Feminina vai gerar R$ 8,8 bi no Brasil em 2027

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Estudo da FGV Projetos aponta que a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil deve criar 73,7 mil empregos e movimentar bilhões na economia
A Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, que será sediada no Brasil, deve movimentar cerca de R$ 8,8 bilhões na economia brasileira. A projeção consta em um estudo da FGV Projetos, realizado a pedido da Embratur, que analisa os impactos econômicos tanto da preparação quanto da realização do torneio. Além da movimentação financeira, o levantamento aponta que a Copa do Mundo Feminina deverá gerar um incremento de R$ 3,8 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, criar aproximadamente 73,7 mil empregos diretos e indiretos e resultar em uma arrecadação tributária de cerca de R$ 928 milhões. Os dados foram apresentados durante o Confut, evento internacional voltado ao mercado esportivo realizado em Nova York.
O estudo divide os impactos econômicos em duas frentes principais. A primeira considera os gastos dos visitantes durante a competição, com expectativa de que aproximadamente 2 milhões de pessoas, entre turistas e moradores, acompanhem os jogos ao longo do torneio da Copa do Mundo Feminina. Somente esse fluxo de visitantes deve movimentar R$ 4,7 bilhões, sustentar cerca de 45,7 mil postos de trabalho, gerar R$ 2,4 bilhões em renda e recolher aproximadamente R$ 516 milhões em tributos. A segunda frente está relacionada aos investimentos necessários para organizar a competição.
A estimativa é que essas despesas representem um impacto adicional de R$ 4,1 bilhões na economia brasileira. Os recursos deverão ser destinados principalmente à logística, transmissão, segurança, saúde e demais serviços ligados à realização do evento, além da geração de aproximadamente 28 mil empregos. Com projeções expressivas em diferentes setores, a Copa do Mundo Feminina de 2027 se consolida como um dos maiores eventos esportivos a impactar a economia brasileira nos próximos anos.