Tubarão-branco gigante do Atlântico reaparece a caminho da costa dos EUA

Maior tubarão-branco do Oceano Atlântico, apelidado de “Contender” - Foto: Ocearch
O tubarão-branco Contender, maior macho monitorado no Atlântico, voltou a emitir sinais após meses desaparecido dos radares da Ocearch
O tubarão-branco "Contender", considerado o maior macho monitorado no oceano Atlântico, voltou a ser detectado após meses sem emitir sinais. O animal, que mede 4,2 metros de comprimento e pesa 770 kg, havia desaparecido dos radares desde abril deste ano, gerando preocupação entre os pesquisadores que acompanham sua trajetória.
Contender é monitorado por satélite desde janeiro de 2025 pela organização Ocearch, especializada no rastreamento de tubarões. O retorno do sinal ocorreu quando o animal emergiu à superfície, comportamento indispensável para que o transmissor acoplado à sua nadadeira dorsal consiga enviar informações aos satélites.
O funcionamento do equipamento depende diretamente desse comportamento. O transmissor não opera debaixo d"água e só envia dados quando a nadadeira dorsal rompe a superfície do oceano. Como Contender passou a maior parte do tempo submerso, o aparelho ficou impossibilitado de transmitir sua localização, criando a impressão de que o tubarão havia "sumido".
O tubarão-branco (Carcharodon carcharias) é classificado como uma espécie vulnerável. Entre as principais ameaças à sua sobrevivência estão a pesca predatória, a perda de habitat, a redução das presas disponíveis e a baixa taxa de reprodução, fatores que tornam o monitoramento de animais como Contender ainda mais relevante para a ciência.
Além de Contender, a Ocearch monitora atualmente cerca de 500 tubarões ao redor do mundo. A organização destaca que os dados coletados são fundamentais para a conservação e a recuperação da espécie, contribuindo para um entendimento mais amplo do comportamento desses animais nos oceanos.
Chris Fischer, fundador da Ocearch, comentou sobre a importância do trabalho realizado e o que o futuro pode reservar para a vida marinha. "Conseguimos restaurar a abundância em nossos oceanos. Então, sim, veremos coisas que as pessoas consideram incomuns, mas é exatamente assim que o oceano deveria ser", afirmou Fischer ao Daily Mail. Para ele, a recuperação da vida marinha pode tornar cada vez mais frequentes registros que hoje são considerados raros.