Fifa celebra sucesso das regras anti-cera

Foto: Fifa/Divulgação
Diretor de arbitragem da Fifa afirma que novas regras contra enrolação na Copa do Mundo foram unanimemente positivas
O diretor de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, declarou nesta terça-feira que as novas regras contra a cera nos jogos da Copa do Mundo foram um sucesso. Segundo ele, as mudanças transformaram o ritmo das partidas e foram recebidas de forma unanimemente positiva. As alterações incluem limite de cinco segundos para tiros de meta e laterais, além de uma regra rígida de 10 segundos para a saída de jogadores substituídos. "Todas essas medidas têm sido muito eficazes e consideradas unanimemente como inovações muito positivas", disse Collina em comunicado.
Collina destacou que os jogadores substituídos passaram a correr em direção à linha lateral para deixar o campo o mais rápido possível, mesmo quando sua equipe estava vencendo. Apenas um jogador substituído descumpriu o limite de 10 segundos em todos os 72 jogos da fase de grupos. A regra prevê que, caso o atleta não saia do campo dentro do prazo, o reserva só poderá entrar na primeira interrupção após um minuto decorrido desde o reinício da partida. A regra dos cinco segundos foi violada 15 vezes no total — quatro em tiros de meta, que resultaram em escanteios para os adversários, e 11 em jogadas de lateral, em que a posse de bola foi revertida para o time contrário.
Collina também apontou que as novas regras, que determinam que jogadores machucados precisando de atendimento médico devem deixar o campo por um minuto após o reinício da partida, resultaram em uma redução significativa de lesões. "O número de lesões entre os jogadores diminuiu drasticamente e houve muito poucos casos em que foi solicitada a intervenção da equipe médica", afirmou. Sobre o comportamento em campo, Collina acrescentou: "Além disso, o comportamento geral tem sido muito bom até agora, com duas advertências por reclamação contra a decisão do árbitro para jogadores e duas para treinadores".
Ele ainda completou: "Seis dos dez cartões vermelhos dados até agora foram por impedir uma oportunidade clara de gol e apenas um por ter coberto a boca com a mão durante um conflito com um adversário". O paraguaio Miguel Almirón se tornou o primeiro jogador a ser expulso por cobrir a boca durante discussões em campo. O ponta cumpriu suspensão de uma partida.
Collina também explicou a intervenção do VAR que anulou o gol de Jonathan Tah pela Alemanha na prorrogação, após a conclusão de que Waldemar Anton havia cometido falta no goleiro paraguaio Orlando Gill. O técnico alemão Julian Nagelsmann protestou no banco de reservas e recebeu cartão amarelo, mas Collina ressaltou que os treinadores foram devidamente informados sobre as novas regras. "Quando um jogador de ataque não está interessado na bola e se move deliberadamente, mesmo que minimamente, com a clara intenção de obstruir o movimento do adversário e impedi-lo de defender, então os árbitros, e o VAR quando necessário, devem analisar cuidadosamente o incidente e intervir", disse Collina. "Isso se aplica especialmente quando a tática visa impedir que o goleiro adversário consiga defender o gol. [...] Técnicos e jogadores foram informados, portanto, não deve ser surpresa que os árbitros punam essas faltas", encerrou.