Carla Zambelli tem novo pedido de extradição analisado na Itália

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Corte Suprema de Cassação italiana examina segundo pedido de extradição de Carla Zambelli; Procuradoria-Geral do país é contra o envio
A Corte Suprema de Cassação da Itália analisa, nesta quarta-feira, o segundo pedido de extradição de Carla Zambelli, relacionado aos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O episódio em questão ocorreu em outubro de 2022, quando a ex-deputada federal perseguiu um homem com uma pistola. A Procuradoria-Geral italiana já se manifestou contrariamente ao envio da parlamentar ao Brasil.
A análise pelo tribunal italiano foi impulsionada por uma manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU), protocolada na semana passada para dar andamento ao segundo procedimento de extradição de Carla Zambelli. No documento, a AGU respondeu às exigências do tribunal italiano sobre as garantias jurídicas e a validação da condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que fixou pena de 5 anos e 3 meses de prisão à ex-parlamentar.
O ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, encaminhou à AGU as garantias necessárias e defendeu a validade da condenação aprovada por ampla maioria no plenário do Supremo. Nas informações enviadas ao tribunal italiano, Gilmar Mendes afirmou que "é possível assegurar que eventual execução da pena ocorrerá na Penitenciária Feminina de Brasília". Este não é o primeiro pedido de extradição de Carla Zambelli analisado pela Corte italiana. Em maio, a Corte Suprema de Cassação já havia rejeitado um pedido anterior de extradição da ex-deputada, referente à condenação pelo STF a dez anos de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Agora, o tribunal se debruça sobre o segundo caso, cujo desfecho ainda está pendente de decisão.