Azul mira dívida líquida reduzida até 2029

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A Azul apresentou metas financeiras no Investor Day, incluindo redução do endividamento e valorização de 150% no mercado até 2029.
A companhia aérea Azul apresentou, nesta quinta-feira, durante seu Investor Day, as metas financeiras para os próximos anos. Entre os principais objetivos, a empresa estabeleceu como alvo reduzir seu endividamento, alcançando uma relação de dívida líquida/Ebitda inferior a 1,5 vez até 2029. No balanço do primeiro trimestre de 2026, a Azul registrou uma dívida líquida/Ebitda com recebíveis de cartão de crédito de 2,4 vezes e uma dívida líquida/Ebitda com outros recebíveis de 2,3 vezes.
A distância entre os números atuais e a meta projetada evidencia o esforço de desalavancagem que a companhia pretende realizar ao longo dos próximos anos. Além da redução do endividamento, a Azul também estabeleceu como meta da administração uma criação de mais de 150% no seu valor de mercado até 2029, sinalizando ambição significativa em termos de valorização para os acionistas.
Na mesma apresentação, a Azul chamou atenção para o desafio do combustível em 2026, citando que o item representa cerca de 30% das despesas totais da companhia. A empresa informou que o consumo de combustível projetado é de aproximadamente 1,4 bilhão de litros em 2026 e acrescentou que estimativas atuais indicam aumento de cerca de 30% nos preços do insumo para o ano.
Para lidar com a pressão dos custos, a Azul destacou seu histórico de repasse de variações ao consumidor. "Historicamente, a Azul tem conseguido repassar entre 60% e 70% das variações no preço do combustível e na taxa de câmbio por meio da receita unitária", citou a companhia em sua apresentação. As metas divulgadas pela Azul no Investor Day reforçam o compromisso da empresa com a disciplina financeira e a geração de valor, mesmo diante de um cenário de pressão nos custos operacionais, especialmente relacionados ao combustível e à taxa de câmbio.