Condenado por mandar matar servidora do MPMG volta ao presídio

Condenado por morte de servidora do MPMG volta ao presídio após receber prisão domiciliar • Imagens cedidas
Advogado condenado por mandar matar servidora do MPMG é preso em BH após revogação de prisão domiciliar
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) prendeu, na última terça-feira (30), o advogado Artur Campos Resende, condenado por mandar matar uma servidora do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A detenção ocorreu no bairro Camargos, na Região Noroeste de Belo Horizonte, após a revogação de sua prisão domiciliar.
O crime que levou à condenação de Artur Campos Resende aconteceu em 23 de agosto de 2016, em Contagem, na Grande BH. A vítima, Lilian Hermógenes da Silva, de 44 anos, foi executada a tiros no momento em que saía de casa para trabalhar. Ela era servidora do MPMG e ex-esposa do advogado.
Em 2022, Artur Campos Resende foi condenado a 24 anos, oito meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, roubo duplamente majorado e fraude processual majorada. As investigações apontaram que o crime foi motivado pela recusa do advogado em aceitar o fim do relacionamento com a vítima, que durou cerca de 20 anos.
Artur Campos Resende cumpria pena em Uberlândia quando um juiz concedeu a ele a prisão domiciliar, após progressão para o regime semiaberto. A decisão foi justificada pelo magistrado com base em um suposto déficit de vagas no sistema prisional da região. Com isso, Artur se mudou para Belo Horizonte.
Em resposta à transferência, a 10ª Promotoria de Justiça da capital mineira solicitou a revogação da prisão domiciliar de Artur Campos Resende, argumentando que havia vagas disponíveis no sistema prisional da Grande BH. A Justiça acolheu o pedido e expediu um novo mandado de prisão.
Horas após a expedição do mandado, Artur Campos Resende foi detido por militares do 5º Batalhão da Polícia Militar, com apoio do Grupo de Apoio Policial Militar (GAPM) e do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Segurança Pública (CAO-SEP) do MPMG.
O advogado retorna agora ao sistema prisional para continuar o cumprimento de sua pena.