Aécio Neves aguarda cenário eleitoral para decidir disputa ao Senado

Foto: Câmara dos Deputados/Reprodução
Aécio Neves aguarda definição do cenário eleitoral em Minas antes de confirmar candidatura ao Senado, deixando Kalil em compasso de espera
O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) aguarda a definição do cenário eleitoral em Minas Gerais antes de confirmar se disputará uma vaga no Senado Federal nas eleições de outubro.
O tucano, que preside o PSDB nacionalmente, avalia sua entrada na disputa em meio às negociações avançadas para formalizar a adesão do partido à pré-campanha do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), ao governo do estado.
Como revelado pelo O TEMPO, as conversas entre peessedebistas e pedetistas estão em estágio avançado, com as partes mantendo diálogo constante sobre a aliança. No desenho atual, caberia ao PSDB ocupar uma das duas vagas para o Senado na chapa.
Nesse cenário, o nome de Aécio Neves, que apareceu na dianteira na última pesquisa DATATEMPO (MG-02109/2026 e BR-07479/2026) na disputa à Casa Alta, desponta como o favorito.
Conforme relatos de interlocutores a par das negociações, Aécio Neves quer aguardar o assentamento das candidaturas, para governo e Senado em Minas, antes de confirmar sua participação na disputa.
A definição não deve ocorrer nem até a próxima terça-feira, 28 de julho, quando o PSDB realizará a convenção do diretório mineiro.
Até o momento, os pré-candidatos às duas vagas que se abrirão no Senado são: Marília Campos (PT), Domingos Sávio (PL), Carlos Viana (PSD), Marcelo Aro (PP) e Áurea Carolina (PSOL).
A maior indefinição no cenário do Congresso diz respeito a Marcelo Aro, que entrou no radar de possibilidades da Federação União Progressista (União-PP) para uma candidatura ao governo.
Já em relação ao Palácio Tiradentes, permanece a dúvida sobre o futuro do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que ainda não definiu se será candidato e, com isso, também atrasa a formação da chapa do Partido Liberal (PL).
O entendimento de aliados de Aécio Neves é que a taxa de conhecimento que o ex-governador de Minas mantém junto ao eleitorado lhe permite adiar uma definição até a reta final das convenções partidárias, marcada para o dia 5 de agosto.
Na possível aliança com o PDT, Aécio Neves tem a preferência direta de Alexandre Kalil. O ex-prefeito, que recusou investidas do PT ao longo dos últimos meses, deseja ter o tucano na chapa como candidato ao Senado.
Caso Aécio Neves não aceite a empreitada, Kalil mantém o desejo de ter o PSDB no palanque, reforçando o distanciamento dos petistas, e deixará uma vaga à Casa Alta na nominata reservada aos tucanos, conforme correligionários.
Em um cenário fora da disputa ao Senado, Aécio Neves não deve concorrer a outro cargo nas eleições de outubro.
O planejamento, conforme informado por ele em entrevista ao Café com Política, está voltado para a reestruturação do PSDB e para a eleição presidencial de 2030.
O ex-governador de Minas chegou a ser cogitado como pré-candidato à Presidência da República neste ano, mas descartou a possibilidade.
Procurado oficialmente via assessoria, Aécio Neves não se manifestou até a publicação.
No próximo domingo, o PDT oficializará o nome de Alexandre Kalil como pré-candidato ao governo de Minas. A convenção, que terá a presença do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, será realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
O partido deve finalizar o encontro com a formalização das chapas de deputados estadual e federal, tendo apenas Kalil confirmado na nominata majoritária.
As posições de vice-governador e Senado ficarão em aberto até que o pedetista consiga fechar os acordos necessários para finalizar a montagem da chapa.
A ata deve ser fechada somente no dia 5 de agosto, com os registros dos demais integrantes do palanque e dos partidos que estarão na coligação.