Levantamento aponta alta de 3,93% no consumo das famílias em maio

Queda no consumo em julho | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Levantamento da Abras mostra crescimento do consumo nos lares brasileiros em maio, impulsionado pelo emprego formal e antecipação do 13º salário.
O consumo nos lares brasileiros registrou crescimento de 3,93% em maio na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O indicador também avançou 2,23% em relação a abril, e no acumulado do ano a alta chegou a 2,47%. Segundo a entidade, o desempenho positivo foi sustentado pelo mercado de trabalho, pela restituição do Imposto de Renda e pela antecipação do 13º salário.
O vice-presidente da Abras, Marcio Milan, destacou que, apesar de o saldo do emprego formal em maio ter sido menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, o resultado permaneceu positivo. "O estoque de trabalhadores com carteira assinada segue em patamar elevado, o que contribui para dar previsibilidade ao orçamento das famílias e sustentação ao consumo nos lares", afirmou Milan.
Dados do Novo Caged citados pela Abras indicam que o Brasil gerou 72.960 empregos formais em maio. No acumulado de janeiro a maio, foram criados 767.326 postos de trabalho, elevando o estoque de trabalhadores com carteira assinada para 47,8 milhões. Para Milan, a manutenção da renda tem sido um fator determinante para preservar o consumo, mesmo diante de um cenário de juros elevados e consumidores mais atentos aos preços. "Essa previsibilidade de renda ajuda a preservar o abastecimento das famílias ao longo do mês", disse o vice-presidente da Abras.
O Abrasmercado, indicador que acompanha a cesta de 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 2,16% em maio, com o valor médio passando de R$ 836,80 para R$ 854,91. No acumulado do ano, o avanço chega a 6,82%. Já na cesta de 12 produtos básicos, o preço médio nacional subiu 0,81% em maio, com o valor médio passando de R$ 354,22 para R$ 357,10. Os dados da Abras reforçam um cenário de consumo resiliente nos lares brasileiros, impulsionado pela solidez do mercado de trabalho formal, mesmo em um ambiente econômico desafiador.