Meia sueco marca mas não comemora por conta de país de origem

Foto: Fifa/Reprodução
Meia sueco marcou golaço contra a Tunísia, mas não celebrou por respeito ao país de origem de seu pai
Marcar um gol em uma Copa do Mundo é o tipo de conquista que um jogador carrega para sempre. Neste domingo (14/6), em Monterrey, o meia sueco Yasin Ayari viveu esse momento ao balançar as redes com um golaço na vitória da Suécia por 5 x 1 sobre a Tunísia. O que chamou atenção, porém, não foi apenas o gol, mas a ausência de comemoração logo depois. O lance aconteceu aos sete minutos de jogo.
Após uma sobra na entrada da área, Yasin Ayari acertou um chute de longe e abriu o placar para os suecos, em um dos gols mais bonitos da primeira rodada do Mundial. Enquanto os companheiros corriam para celebrar, o meia apenas levantou as mãos e ficou parado, sem demonstrar euforia.
A reação contida de Yasin Ayari teve uma razão clara: respeito à Tunísia, país de origem de seu pai. Nascido em Solna, na Suécia, o jogador de 22 anos é filho de um tunisiano com uma marroquina. Apesar de ter sempre defendido as seleções de base suecas, ele mantém uma ligação forte com as raízes da família. Essa ligação quase o levou a vestir outra camisa em competições oficiais.
Há alguns anos, a Federação Tunisiana tentou convencer Yasin Ayari a defender a seleção nacional do país. O meia, no entanto, optou por seguir o caminho que já percorria nas categorias de base da Suécia. A decisão foi confirmada em 2023, quando estreou pela seleção principal sueca. Nos acréscimos da partida, Yasin Ayari voltou a aparecer para fechar a goleada por 5 x 1.
Desta vez, diferentemente do que aconteceu no primeiro gol, o meia comemorou normalmente ao lado dos companheiros, sem qualquer restrição. A atitude de Yasin Ayari na partida contra a Tunísia repercutiu entre torcedores e analistas, sendo interpretada como um sinal de maturidade e respeito às suas origens familiares, mesmo em um momento de grande destaque individual em uma Copa do Mundo.