Vorcaro mandou "moer" ex-funcionária de atriz

Relatório da PF aponta que Vorcaro ordenou ação contra ex-funcionária da atriz Monique Alfradique após alegar ameaças
Um dos relatórios preliminares da Polícia Federal, divulgado nesta terça-feira (16) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria ordenado uma ação contra uma ex-funcionária da atriz Monique Alfradique, após alegar estar sendo ameaçado pela mulher.
Segundo informações da CNN, a determinação foi feita em fevereiro de 2025, durante uma troca de mensagens entre Vorcaro e Luiz Phillipi Mourão, conhecido como "Sicário". De acordo com as investigações, Mourão integrava um grupo apelidado de "A Turma", responsável por obter informações sigilosas e monitorar pessoas consideradas desafetas do ex-dono do Banco Master.
No momento em que enviou o nome e o telefone da mulher para Mourão, Vorcaro escreveu: "Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda", conforme reproduzido no relatório da PF. Em resposta, Mourão encaminhou um arquivo contendo dados pessoais e uma fotografia da mulher. Os investigadores, no entanto, não detalham as circunstâncias da suposta ameaça sofrida por Vorcaro, tampouco indicam se a intimidação chegou a ser executada. O episódio, segundo a investigação, não foi isolado.
A Polícia Federal identificou outras conversas em que Vorcaro teria solicitado ações contra terceiros, incluindo um chefe de cozinha e o capitão de uma embarcação de sua propriedade. Conforme apurado pela PF, "A Turma" atuava na obtenção ilegal de informações sigilosas com o objetivo de constranger e ameaçar pessoas consideradas prejudiciais aos interesses da suposta organização criminosa investigada.
Mourão seria o responsável por executar tarefas de monitoramento, coleta de dados e neutralização de situações classificadas como sensíveis pelo grupo. O caso reforça o quadro traçado pelos investigadores sobre a estrutura de atuação do grupo ligado a Vorcaro, que teria utilizado contatos e informações privilegiadas para agir contra indivíduos vistos como uma ameaça aos seus interesses.