Polícia realiza operação contra guerra de gangues em BH

Polícia Civil de Minas Gerais
Ação cumpriu 13 mandados na comunidade em BH e prendeu líder faccionado em meio a denúncias de invasão do CV
Uma operação de segurança pública em Minas Gerais cumpriu 13 mandados de busca e apreensão na Vila Cemig, comunidade localizada na região do Barreiro, em Belo Horizonte, na quarta-feira (10/6). A área tem sido palco de uma intensa guerra entre facções criminosas, com denúncias de suposta invasão de uma gangue aliada ao Comando Vermelho (CV), com uso de armamento pesado, incluindo fuzis. Um suspeito apontado como líder faccionado do conflito foi preso em flagrante durante a ação. A operação mobilizou agentes da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Segundo os órgãos envolvidos, os mandados de busca tiveram como objetivo reunir elementos para avançar nas investigações sobre a guerra de gangues na Vila Cemig. Em abril, mensagens de ameaça assinadas pelo grupo "Demônios da Vila Cemig - UDC" começaram a circular pelo WhatsApp, afirmando que a facção estaria "cansada da covardia do Comando Vermelho". Conforme a Polícia Civil, os conflitos armados relatados por moradores passaram a envolver, mais recentemente, organizações criminosas de abrangência nacional, "aumentando a complexidade do cenário investigado", segundo a instituição.
Durante a operação, documentos e celulares foram apreendidos, além da prisão em flagrante de uma suposta liderança de uma das facções que atuam na região. O delegado Murillo Ribeiro de Lima, responsável pelos levantamentos, destacou que o principal interesse da polícia é conter o avanço dos confrontos na Vila Cemig. "A ação tem o objetivo de combater iniciativas de governança criminal, sufocando a atuação de gangues e facções e evitando a escalada da violência", pontuou.
Ao todo, 61 policiais civis participaram da operação, com apoio de 20 viaturas e da Coordenação Aerotática (CAT) da PCMG. A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), com suporte do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação das organizações criminosas na Vila Cemig.