Via Liberdade vai cobrar pedágio em MG

Foto: Governo Federal/Reprodução
Trecho entre BH, Ouro Preto, Mariana e Rio Casca terá tarifas pelo sistema Free Flow; data de início ainda não foi definida
Quem percorre o trajeto entre Belo Horizonte e as cidades históricas de Ouro Preto e Mariana, na Região Central de Minas Gerais, além de Rio Casca, na Zona da Mata, passará a pagar pedágio em breve. A cobrança está prevista no contrato de concessão da Via Liberdade, embora a data exata de início ainda não tenha sido definida. A tarifa será aplicada em quatro trechos das rodovias BR-356, MG-262 e MG-329 por meio do sistema de livre passagem, conhecido como Free Flow. O modelo identifica automaticamente a placa ou a tag do veículo sem necessidade de parada nas cabines.
De acordo com o contrato, os valores foram fixados com base em uma tarifa de referência de julho de 2024, sujeita a reajustes anuais pelo IPCA. As tarifas variam conforme a categoria do veículo:
- Motocicletas pagarão R$ 2,79 por passagem.
- Automóveis e caminhonetes terão tarifa de R$ 5,58.
- Caminhões, ônibus e caminhões-trator de dois eixos** serão cobrados em R$ 16,75.
- Veículos de carga maiores, como caminhões com reboque de nove eixos, pagarão até R$ 75,38.
O contrato estabelece que a cobrança só poderá ser iniciada após o cumprimento de uma série de exigências, respeitado o prazo mínimo de 12 meses a partir da entrada em vigor da concessão. Além disso, deverá ser realizada uma operação assistida de 30 dias sem cobrança, destinada a testes do sistema antes da implementação efetiva. A data de início ainda não foi divulgada, e a concessionária não retornou ao contato da reportagem até o momento da publicação.
A Via Liberdade assumiu a administração de 190 quilômetros de rodovias que conectam a Região Metropolitana de Belo Horizonte a Rio Casca, na Zona da Mata mineira. O contrato de concessão foi assinado em janeiro de 2026, tem duração de 30 anos e prevê cerca de R$ 5 bilhões em investimentos em obras, manutenção e atendimento aos usuários. A concessão integra as medidas estabelecidas no Acordo de Reparação do Rio Doce, firmado após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015. A tragédia matou 19 pessoas e causou profundos impactos ambientais e sociais em Minas Gerais e no Espírito Santo.