Ataque dos EUA no Pacífico mata três e soma 200 mortos

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Comando Sul dos EUA afirma que embarcação estava envolvida em tráfico de drogas; governo Trump não apresentou provas conclusivas
Três homens morreram na quinta-feira (18) em mais um ataque das Forças Armadas dos Estados Unidos contra uma embarcação no Oceano Pacífico.
A ação faz parte da campanha de Washington contra supostos narcotraficantes latino-americanos, que já acumula mais de 200 mortos desde seu início.
"A inteligência confirmou que a embarcação transitava em rotas do narcotráfico no Pacífico leste e estava envolvida em operações de tráfico de drogas", declarou o Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom), responsável pelas operações militares norte-americanas na região, em publicação na rede social X.
O Exército norte-americano classificou as três vítimas como "narcoterroristas" e divulgou um vídeo em preto e branco que registra a explosão de um pequeno barco.
O Southcom não apresentou detalhes adicionais sobre a identidade dos mortos ou a origem da embarcação.
O ataque desta quinta-feira não foi um caso isolado. Na terça-feira anterior, outro homem havia morrido em uma ação semelhante.
As operações integram a chamada campanha "Lança do Sul", iniciada em setembro de 2025, que já contabiliza mais de 200 mortos, de acordo com levantamento realizado pela AFP.
Apesar da frequência dos ataques, o governo de Donald Trump não apresentou evidências conclusivas de que as embarcações visadas estavam de fato envolvidas no tráfico de narcóticos.
A ausência de provas públicas tem gerado críticas de especialistas e organizações de direitos humanos, que alertam que as ações poderiam ser enquadradas como execuções extrajudiciais.
O Southcom segue como o principal braço operacional dos Estados Unidos na condução dessas missões na América Latina, mas a falta de transparência sobre os critérios utilizados para identificar os alvos continua sendo alvo de questionamentos por parte de analistas e entidades internacionais.