Homem é condenado por amputar o próprio pé para receber R$ 1,5 milhão em seguros

Criminoso algemado - Foto: Freepik
Homem amputou o próprio pé para receber R$ 1,5 milhão em seguros e foi condenado a dois anos por estelionato em São Gonçalo dos Campos (BA).
Um homem foi condenado a dois anos de prisão por estelionato por amput4r o próprio pé para receber indenizações de R$ 1,5 milhão por meio de seguros.
O membro amput4do foi encontrado dentro de sua mochila, a cerca de 350 metros do local onde ele foi socorrido, na zona rural de São Gonçalo dos Campos (BA). O caso veio à tona após o homem afirmar à polícia que havia perdido o pé durante um assalto seguido de sequestro.
Contudo, dentro da mochila localizada próxima ao local do ocorrido, estavam todos os pertences que ele alegou terem sido levados pelos supostos assaltantes, além do próprio membro amputado. O episódio ocorreu em agosto de 2019, mas ele foi condenado em 2025 e começou a cumprir a pena em maio de 2026.
De acordo com a decisão judicial, o homem amputou o próprio pé às margens da rodovia BR-101, nas proximidades de São Gonçalo dos Campos, com o objetivo de receber valores de diversos seguros contratados poucos dias antes do incidente.
Para justificar o pedido das indenizações, ele relatou ter sido sequestrado por dois criminosos que o roubaram e utilizaram um facão para amputar seu pé. O esquema envolvia quatro operadoras de seguro, acionadas pelo homem em menos de um mês. Os valores solicitados eram de R$ 400 mil, R$ 800 mil, R$ 200 mil e R$ 100 mil, totalizando R$ 1,5 milhão em indenizações. Os relatórios médicos, no entanto, não evidenciaram sinais de espancamento, apenas a amputação do membro.
O desembargador Julio Cezar Lemos destacou em sua decisão que "não é crível que um servidor público, com salário reduzido, trabalhando como assistente administrativo em uma Universidade Federal, contrate quatro seguros de vida e assistência de acidente pessoal em um curto intervalo de tempo". A defesa do réu tentou recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça, mas o Tribunal de Justiça da Bahia rejeitou o envio do recurso, alegando que ainda existiam medidas processuais a serem adotadas dentro da própria Corte estadual. O homem deverá cumprir a pena em regime aberto.