Dois são presos suspeitos de mega-assalto a bancos no Paraguai

Reprodução/Polícia Nacional do Paraguai
Dois suspeitos foram detidos em Emboscada por fornecer explosivos usados no ataque a bancos em Santa Rita, no Paraguai
Dois paraguaios foram presos nesta quarta-feira (17/6), suspeitos de participar do mega-assalto a bancos ocorrido na madrugada de segunda-feira (15) em Santa Rita, cidade do Paraguai localizada a 70 km da fronteira com o Brasil.
Os detidos foram identificados como José Cuevas Yegros, de 57 anos, e Ramón Leonardo Bogado, de 39, capturados no distrito de Emboscada. Ambos são acusados de terem adquirido os explosivos utilizados nos ataques às instituições financeiras.
Com os suspeitos foram apreendidos uma mochila, aparelhos celulares e outros itens relacionados à investigação, conforme informou a Polícia Nacional do Paraguai. Além disso, segundo o Ministério Público paraguaio, os policiais também encontraram comprovantes de compra de equipamentos que correspondiam aos utilizados no roubo.
Os dois homens ficarão detidos na delegacia de Caacupé e respondem por roubo qualificado, associação criminosa e outros atos puníveis. A promotora Rocia González, responsável pelo caso, explicou que as suspeitas apontam para uma divisão de tarefas entre os dois: um deles teria adquirido os explosivos, enquanto o outro os removeu dos registros como se tivessem sido usados integralmente em pedreiras de mineração.
O mega-assalto em Santa Rita
Mais de 20 criminosos participaram da ação em Santa Rita na madrugada de segunda-feira, atacando três bancos e uma casa de câmbio de forma coordenada. O grupo utilizou explosivos para invadir as agências do Banco Familiar e do Banco GNB, localizadas lado a lado no centro da cidade, além do Banco Ueno e da Casa de Câmbio Santa Rita.
Durante a fuga, os assaltantes incendiaram veículos e espalharam pregos do tipo "miguelito" pelas ruas para dificultar a perseguição policial. Funcionários e policiais foram rendidos durante a ação. O valor total roubado ainda não foi divulgado pelas autoridades paraguaias.
O chefe do Comando Tripartite, Carlos Alberto Dures Rios, informou que testemunhas ouviram integrantes da quadrilha falando português durante o assalto, apontando para indícios de atuação conjunta de brasileiros e paraguaios.
O ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera, foi além e afirmou a uma rádio local que o crime tem "características do PCC". "O comandante me disse que esse é o estilo de trabalho do PCC. Eles incendiaram dois veículos durante a fuga e havia aproximadamente de 15 a 20 pessoas envolvidas", declarou Riera.
As investigações seguem em andamento para identificar e capturar os demais envolvidos no ataque em Santa Rita. As autoridades paraguaias ainda trabalham para determinar o montante exato subtraído das instituições financeiras durante a ação.