Justiça mantém prisão de empresário acusado de matar o gari Laudemir

Foto: Record TV/Reprodução
A 8ª Câmara Criminal do TJMG manteve a prisão do empresário acusado de matar o gari Laudemir Fernandes em BH
O empresário Renê da Silva Nogueira Junior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes em Belo Horizonte, continua preso após ter mais um pedido de habeas corpus negado pela Justiça. A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) realizou o julgamento nesta quinta-feira (18) e manteve a decisão de manter o empresário detido. Este não foi o primeiro pedido negado.
O habeas corpus já havia sido indeferido pelo TJMG em fevereiro, quando a defesa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O STJ entendeu que os advogados deveriam ter tido a oportunidade de apresentar seus argumentos durante a sessão e determinou que o pedido fosse julgado novamente pela Corte mineira. Após essa nova análise, os desembargadores mantiveram o entendimento anterior e negaram mais uma vez a soltura de Renê da Silva Nogueira.
O crime ocorreu na manhã do dia 11 de agosto do ano passado, no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. De acordo com as investigações, Renê da Silva Nogueira se irritou porque um caminhão de coleta de lixo ocupava a via. O empresário teria ameaçado a motorista do veículo e, em seguida, efetuou disparos contra os trabalhadores. O gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, foi atingido no abdômen e morreu no local.
Uma semana após o crime, Renê da Silva Nogueira confessou ter efetuado os disparos. Em depoimento, afirmou que utilizou a arma pertencente à sua esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, sem o conhecimento dela. A perícia confirmou que a arma usada no crime era de fato da delegada, e a Polícia Civil abriu um procedimento para apurar as circunstâncias relacionadas à guarda do armamento.
O Ministério Público de Minas Gerais também solicitou o bloqueio de R$ 3 milhões em bens do casal para garantir eventual indenização à família da vítima. Laudemir trabalhava havia nove anos na limpeza urbana de Belo Horizonte e era considerado um funcionário exemplar pela empresa para a qual prestava serviços. Segundo colegas e familiares, ele estava prestes a ser promovido quando foi morto durante o expediente. Com a nova negativa do TJMG, Renê da Silva Nogueira permanece preso enquanto o caso segue seu curso na Justiça de Minas Gerais.