BH: dono de lar de idosos que desabou pode dar nome a rua

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Projeto de lei propõe homenagear com nome de rua o dono do lar de idosos que desabou no Jardim Vitória, em Belo Horizonte
Um projeto de lei apresentado na última quinta-feira (11/6) na Câmara Municipal de Belo Horizonte propõe mudar o nome da rua Setecentos e Quarenta e Seis, no bairro Jardim Vitória, região Nordeste da capital. A proposta é que a via passe a se chamar Renato Duarte Ramos, em homenagem ao dono do lar de idosos que desabou no mesmo bairro em março deste ano. O desabamento resultou na morte de 12 pessoas, incluindo o próprio Renato Duarte Ramos, de 31 anos, conhecido entre amigos e vizinhos como "Renatinho".
Na época, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que o imóvel onde funcionava o lar de idosos estava com a documentação em situação regular. A homenagem foi proposta pelo vereador Tileléo (PP), que no projeto de lei afirma que Renato Duarte Ramos "deixou um legado marcado pela solidariedade, pelo amor ao próximo e pelo compromisso permanente com o cuidado humano e animal". O parlamentar também destacou o caráter discreto e generoso do empresário: "Ao longo de sua vida, Renato destacou-se pela disposição constante em ajudar as pessoas, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade.
Era conhecido por encontrar formas discretas e dignas de auxiliar quem precisava, muitas vezes oferecendo oportunidades de trabalho ou apoio material sem jamais buscar reconhecimento ou qualquer tipo de retorno pessoal. Sua atuação era movida unicamente pelo desejo genuíno de transformar vidas e amenizar o sofrimento alheio".
Além do trabalho com pessoas em situação de vulnerabilidade, o vereador também ressaltou o profundo amor e respeito de Renato Duarte Ramos pelos animais, bem como sua visão "inovadora e muitos sonhos" enquanto empresário. "Por todas essas razões, eternizar o nome de Renato Ramos Duarte em um logradouro público representa não apenas uma homenagem à sua memória, mas também o reconhecimento oficial de uma vida dedicada ao bem comum, à solidariedade e à construção de uma sociedade mais humana", defendeu Tileléo. O projeto aguarda avaliação da Comissão de Legislação e Justiça (CLJ) da Câmara Municipal de Belo Horizonte.