PT acelera diálogos para definir candidato ao governo de Minas

Edinho Silva é presidente do PT - Foto: Divulgação/PT
Edinho Silva diz que partido dialoga com aliados para escolher o nome que disputará o governo de Minas Gerais
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (9/6) que a legenda tem dialogado com partidos aliados para definir o nome que representará o campo lulista na disputa pelo governo de Minas Gerais. A declaração representa uma mudança de tom em relação ao que havia sido dito duas semanas antes, quando o dirigente sinalizou que o partido trabalhava com a possibilidade de lançar uma candidatura própria ao Palácio Tiradentes.
"O PT de Minas aprovou uma resolução de que seria uma candidatura própria. É correto, o partido tem que defender suas lideranças. Mas nós temos dialogado com os partidos aliados também. Temos que pensar que as alianças são constituídas nos estados, mas também temos a aliança nacional", declarou Edinho Silva à imprensa após seminário da legenda sobre reforma do Judiciário, realizado em Brasília.
Questionado sobre o andamento das negociações, o presidente do PT ressaltou que as conversas estão sendo aceleradas. "Nós vamos resolver. Nós queremos resolver agora no próximo período, é o segundo colégio eleitoral brasileiro, estamos acelerando as conversas. Nós temos conversado com diversas lideranças do PT de Minas para construir uma posição balizadora do nosso debate. E queremos nos próximos dias já começar a afunilar para que a gente tenha uma posição", afirmou.
Interlocutores petistas indicaram que a decisão deve ser tomada ainda nesta semana.
Os possíveis nomes para o palanque lulista em Minas
Uma parte da sigla aponta Josué Gomes da Silva (PSB), filho do ex-vice-presidente José Alencar, como o nome com maior probabilidade de encabeçar a chapa. Josué Alencar encerrou seu mandato na presidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no fim do ano passado e está apto para disputar o governo em seu estado natal. O empresário mineiro, natural de Ubá, já concorreu ao Senado por Minas Gerais em 2014 sob o nome de Josué Alencar.
Outros integrantes do PT mencionam ainda um cenário em que a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, seria a cabeça de chapa em composição com Josué. No entanto, Marília tem sido categórica ao afirmar que não estará na disputa pelo Palácio Tiradentes e que seguirá com sua pré-candidatura ao Senado Federal.
No final de maio, Marília Campos tentou aproximar os petistas do ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB). Os dois se reuniram para a realização de um "diagnóstico", com troca de propostas e afinidades políticas. "Ele é uma alternativa possível e viável nesse leque de questões colocadas. Ele quer se aproximar, quer uma aliança com a gente, e está disposto a pactuar compromissos e relacionamentos que permitam essa aproximação", afirmou Marília a O TEMPO.
O encontro resultou em uma reunião em Brasília com Edinho Silva para tratar de uma possível composição na corrida pelo governo do estado, mas nenhuma aliança foi confirmada.
O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) também aparecia no radar nacional da legenda. No mesmo dia em que o partido anunciou que apostaria em candidatura própria, Edinho Silva chegou a visitar o pré-candidato ao Palácio Tiradentes em busca de uma composição. Kalil, porém, enfrenta forte rejeição em alas internas do PT mineiro e chegou a mencionar que tem flertado com legendas mais à direita do espectro político.
O ex-procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Jarbas Soares Júnior (PSB), também já esteve em diálogo com lideranças petistas. Na última quarta-feira (10/6), ele anunciou sua pré-candidatura ao Executivo mineiro, ampliando o leque de opções em análise pelo PT.
Com as conversas em fase de aceleração, o PT busca consolidar sua estratégia para Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, antes que o cenário político se torne ainda mais complexo com o avanço do calendário eleitoral.